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- História de sombras : como ver de modo diferente o escuridão dentro do cinemaPublication . Azevedo, Koji Adelino Ogino de; Feray, Jenny; Ruiz, CarlosA sombra, vulgarmente, é descrita, na literatura, como um elemento básico enraizado na sociedade e no nosso quotidiano. No entanto, o seu significado difere de cultura para cultura. No contexto português, a sombra está muitas vezes associada a aspetos obscuros como por exemplo o “mundo dos mortos”. Parece-nos importante distinguir o conceito de sombra do de escuridão. A Sombra, segundo uma nova perspetiva que a distingue como algo não generalizado e rico em conteúdo com uma conotação totalmente distinta das habituais. Ao analisarmos a sombra nesta perspetiva existe a possibilidade de ganharmos uma nova habilidade de transformar a sombra num conceito mais dinâmico e criativo. O objetivo deste estudo é apresentar uma visão da sombra segundo aspetos menos estereotipados, geralmente associados ao obscuro e contribuir para a definição de um conceito que possa contemplar algo de positivo dando destaque a cenas que se pretendem filmar, conferindo-lhe uma visão estética diferente e uma carga emocional que possa ser sentida pelo observador. O estudo não tem como objetivo alterar a linha do tempo, nem o significado que a sombra foi tendo e que se refletiu nas obras audiovisuais portuguesas, desde a década de 30 até hoje. Tem, antes, como finalidade contribuir para a apresentação de um ponto de vista diferente daquele que foi criado pelo mundo audiovisual português. A sombra tem vindo a ser vista no cinema português, mas também, de forma geral, no cinema mundial como algo primitivo, infantil e até instintivo (Lira, 2008), mas no nosso ponto de vista, o que a sombra realmente pode representar, não é só uma projeção de algo opaco. A sombra poderá abraçar ideias e elementos tão importantes e vivos, como a luz. Os objetos e formas são definidos graças à sombra. A sombra poderá dar realce a um cenário a objetos ou pessoas, tal como a luz. Pretendemos assim com este estudo chamar a atenção para estes aspetos e que consideram dignos de interesse para que em futuros projetos, se possa evidenciar no contexto cinematográfico português de uma forma mais positiva e menos estereotipada. Acreditamos que com este entendimento do conceito em estudo se poderá propiciar para além do contraste de ideias, uma discussão em torno do significado que a sombra poderá ter no mundo cinematográfico. Com este estudo procuramos fomentar a criação de um novo entendimento do conceito de sombra e através desta dissertação de mestrado procuramos evidenciá-lo na curtametragem “Fogo & Prata”. Apenas das dificuldades sentidas ao longo deste processo, pensamos ter conseguindo dar pistas para que em futuros trabalhos algumas das ideias versadas tenham eco em abordagens cinematográficas com uma nova visão de sombra.
- Da regulamentação do empty votingPublication . Pedroso, Catarina Tinoco de Faria Sampaio; Pereira, Jorge Brito
- Um grupo, diferentes abordagens : a produção noticiosa na Renascença e na RFMPublication . Serrano, Ana Raquel Antunes Figueiredo; Ribeiro, NelsonNum panorama mediático em que o público tem mais possibilidades do que nunca, é imprescindível que as emissoras saibam diferenciar-se num mercado radiofónico cada vez mais competitivo – que concorre entre si, mas também com outros meios. A abundância de canais radiofónicos, resultante dos constantes progressos tecnológicos, faz com que a rádio tenha de criar diariamente produtos que digam algo de si própria – algo que vá além do formato escolhido para cada canal. A facilidade de acesso a todo o tipo de informação, em grande parte pela internet, contribui também para que seja cada vez mais necessário produzir conteúdos únicos que revelem, no fundo, a política editorial seguida pela emissora, senão mesmo a identidade da marca. O presente trabalho tem assim como objectivo principal verificar se o funcionamento de várias emissoras numa única redacção influencia a produção de notícias. Além disso, pretende-se perceber se o facto de as emissoras em análise terem formatos e públicos-alvo diferentes contribui para que os seus conteúdos sejam igualmente distintos. Deste modo, realizou-se um estágio no departamento de informação do Grupo r/com, tendo como intuito observar de perto as dinâmicas particulares de uma redacção radiofónica. Desenvolvemos então uma análise aos noticiários da Renascença e da RFM, registando os elementos mais significativos em termos de informação transmitida, mantendo presente, por um lado, que possuem formatos e públicos diferentes e, por outro, que pertencem ao mesmo grupo de comunicação. Os resultados da análise a 20 noticiários de cada uma das emissoras demonstram que a RFM transmite essencialmente as mesmas notícias da Renascença. Com formatos e públicos diferentes, porém, a Renascença não só tem mais tempo disponível do que a RFM para divulgar informação, como dá um tratamento diferenciado às notícias, aprofundando-as e utilizando vários géneros. Embora a percepção inicial sugira que as emissoras dedicam mais tempo a temas diferentes, o que se verifica ao aprofundarmos a análise das notícias é que a RFM não produz conteúdos informativos que se diferenciem significativamente dos da Renascença. O estudo concretizado permite-nos notar, assim, que o funcionamento de várias emissoras numa redacção comum tem, de facto, impacto nas notícias que daí resultam, limitando a produção de conteúdos únicos para cada estação.
