Percorrer por autor "Santos, Joana Jarrais dos"
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- Gestão de pessoas em empresas familiaresPublication . Oliveira, Eduardo; Santos, Joana Jarrais dos
- Trabalhar com a morte e gerir o trabalho em família : estudo de caso numa agência funeráriaPublication . Santos, Joana Jarrais dos; Fonseca, António; Oliveira, EduardoA presente dissertação envolveu a problemática sobre o trabalho fúnebre e a dinâmica laboral de uma Empresa Familiar. Recorrendo ao Estudo de Caso, explorou-se o sentido atribuído ao trabalho fúnebre, como o contexto de natureza familiar, onde a atividade se desenvolve. Participaram na investigação os oito elementos pertencentes à agência funerária em questão - quatro elementos da família e os outros quatro, colaboradores não-familiares. Os instrumentos utilizados foram o IAEC – Instrumento de Análise para Estudo de Caso (Barros-Duarte, Cunha, & Lacomblez, 2001); um guião concebido para as entrevistas semi-estruturadas e o software NVivo9, para o tratamento de dados qualitativos. Os procedimentos passaram pela análise documental na agência funerária; observação participante, com registos de notas de campo; realização de entrevistas com os oito participantes do estudo. Na análise dos conteúdos observados e encontrados, fez-se uma leitura flutuante dos registos das notas de campo e das transcrições das entrevistas, com codificação aberta e pelo método semi-indutivo; recorreu-se, também, à Grounded Theory, quando os dados analisados não encontraram teoria subjacente para lhes ser comparada, emergindo teoria que lhes foi ancorada, sendo o método indutivo. Os principais resultados apontaram para uma empresa familiar relativamente imune ao contexto económico conturbado, com forte proximidade relacional entre todos os elementos, uma aparente complexidade ao nível da sucessão e uma figura feminina afastada do campo profissional, mas com um poder de influência acentuado. Quanto ao trabalho fúnebre, surgiram como principais resultados a noção de estagnação do setor, um sentido de humanismo associado à profissão, acompanhado pela perceção de desvalorização e preconceito social por este tipo de negócio – falta de reconhecimento. Além disso, os resultados indicaram um sentido de necessidade de competências humanas e emocionais, mecanismos como “estar e não estar” no serviço e, finalmente, o sentido de ser um trabalho ditado por variabilidades que interferem no que é planeado.
