Percorrer por autor "Minczuk, Eduardo"
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- A direção artística da Casa da Música : gestão de agrupamentos residentesPublication . Minczuk, Eduardo; Costa, Bruno Filipe de AzevedoO presente relatório resulta do estágio curricular realizado na Casa da Música, no Porto, entre novembro de 2024 e abril de 2025, no âmbito do Mestrado em Gestão de Indústrias Criativas. A Casa da Música, único Concert Hall construído de raiz em Portugal, é uma das mais importantes instituições culturais do país, destacando-se pelo seu compromisso com a excelência artística, inovação programática e formação de públicos. O estágio teve como foco o acompanhamento direto das atividades dos agrupamentos residentes Remix Ensemble e Orquestra Barroca Casa da Música, com envolvimento nas várias etapas da produção artística. A investigação desenvolvida permitiu analisar, a partir de uma perspetiva prática e crítica, o funcionamento interno da instituição e os principais desafios enfrentados na sua gestão. Foram abordados temas como a sustentabilidade financeira, os modelos de contratação dos músicos, as condições acústicas das salas, a comunicação institucional, a programação artística e o papel estratégico das equipas técnicas. A reflexão inclui ainda considerações sobre a disparidade contratual entre os agrupamentos residentes e a subvalorização da música de câmara na programação regular da Casa da Música. O relatório foi complementado por entrevistas com os diretores artísticos António Jorge Pacheco e François Bou, cujas visões, embora distintas, revelam uma preocupação comum com a missão pública da Casa da Música, a valorização da arte como ferramenta de cidadania e a necessidade de renovação estratégica. O cruzamento entre a observação prática e os testemunhos recolhidos permitiu uma análise abrangente do modelo institucional da Casa da Música. Conclui-se que, apesar de enfrentar limitações estruturais, a Casa da Música detém um potencial singular no contexto europeu. A sua consolidação enquanto referência internacional exige o reforço da comunicação estratégica, a captação de novos públicos e mecenas, bem como o reconhecimento institucional do valor artístico e humano dos seus agrupamentos e equipas.
- A tecnologia na criação colaborativa de espetáculos ao vivo: ferramentas e abordagens para pontenciar a experiência artísticaPublication . Menino, Camila Salomé; Schu, Deivid; Rodrigues, Diana Barbieri; Minczuk, Eduardo; Barros, Inês Burnay; Teixeira, Luís; Ashton, Mary Sandra GuerraEste trabalho foi desenvolvido no COIL e resulta da colaboração entre os mestrandos dos cursos de Mestrado em Indústria Criativa, da Feevale e do mestrado em Gestão das Indústrias Criativas da Universidade Católica Portuguesa. Ao longo do processo, houve uma colaboração intensiva entre os grupos de estudantes de Portugal e do Brasil, envolvendo várias reuniões e trocas de conhecimento e discussão, a fim de concretizar este trabalho. O objetivo central deste estudo foi explorar a influência da tecnologia na criação colaborativa de espetáculos ao vivo, no contexto das indústrias criativas. Salienta-se o interesse e importância que todos tínhamos em compreender como é que a tecnologia se tem tornado um facilitador na colaboração entre artistas, criadores e o público, e como essa colaboração tem impactado a produção e apreciação das obras culturais. Em relação a metodologia, foi pesquisa exploratória de natureza básica e analise de cunho qualitativo. Foram examinadas as diferentes ferramentas e abordagens tecnológicas utilizadas nos processos colaborativos, descrevendo as suas funcionalidades, vantagens e desafios. Ao analisar a relevância da tecnologia na prática artística co-criativa para espetáculos ao vivo, ficou evidente que a tecnologia desempenha um papel fundamental ao possibilitar a colaboração remota entre artistas, criadores e profissionais envolvidos na criação de espetáculos. Esta colaboração tecnológica não apenas potencia a eficiência e a qualidade artística, mas também oferece oportunidades para experiências mais inovadoras e impactantes para o público – elemento este que consideramos cada vez mais presente nos espetáculos. Através de aplicações móveis, realidade virtual, realidade aumentada e projeções interativas, os espectadores têm a possibilidade de participar ativamente das performances, personalizando sua experiência e criando uma ligação mais profunda com os artistas e as obras apresentadas. Essa interação redefine o papel do público, deixando de ser apenas um espectador passivo para se tornar um elemento ativo e co-criador da experiência artística. Em síntese, a sinergia entre a colaboração artística e a tecnologia desvela novos horizontes no âmago dos espetáculos ao vivo, permitindo às indústrias criativas uma nova abordagem, à qual os artistas têm oportunidade para expressar as suas visões, enquanto o público se depara com a oportunidade de conhecer experiências memoráveis e transformadoras.
