Browsing by Author "Marques, Joana Mendes"
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- A alimentação da criança com paralisia cerebral: dificuldades dos paisPublication . Marques, Joana Mendes; Sá, LuísEnquadramento: O estado nutricional das crianças com paralisia cerebral (PC) é uma problemática onde o enfermeiro tem uma enorme responsabilidade com as crianças e pais. Objetivos: Conhecer o peso, altura e índice de massa corporal das crianças com PC; Conhecer a perceção dos pais relativamente ao estado nutricional do seu filho com PC; Identificar as dificuldades dos pais na alimentação da criança; Conhecer a relação entre a funcionalidade da família e o peso da criança. Metodologia: Estudo misto. Amostra de 104 crianças e seu pai ou mãe (104). Aplicação do Questionário de Avaliação Antropométrica e Questionário aos pais. Resultados: Cerca de 45% das crianças encontrava-se no percentil <5. A maioria dos pais tinha a perceção do défice estaturo-ponderal do seu filho. As dificuldades centram-se na perda de alimento pela boca, engasgamento e vómitos frequentes. Conclusão: Há uma elevada percentagem de crianças com PC com défice estaturo-ponderal. Os pais têm a perceção desta problemática, enumerando dificuldades na alimentação dos seus filhos. As famílias de crianças com défice estaturo-ponderal são as famílias mais disfuncionais.
- O crescimento das crianças com paralisia cerebral e fatores associadosPublication . Marques, Joana Mendes; Sá, Luís Octávio deIntrodução: As crianças com paralisia cerebral têm inúmeras comorbilidades associadas à patologia. Os défices podem ser a nível físico, cognitivo, intelectual, social, o que muitas vezes interfere com o seu crescimento e desenvolvimento. O comprometimento funcional destas crianças leva muitas vezes a alterações na alimentação (fisiológicas e nutricionais), sendo o défice estaturo-ponderal, alterações no crescimento e consequentemente, no desenvolvimento, uma realidade nestas crianças. Torna-se importante compreender a etiologia do atraso do crescimento nestas crianças, de forma a poder intervir-se adequada e atempadamente. Objetivos: Conhecer o perfil antropométrico das crianças com paralisia cerebral e os fatores associados ao défice estaturo-ponderal. Metodologia: A investigação é de natureza quantitativa, utilizando-se três questionários (estudo antropométrico, questionário aos pais e Inquérito de Vigilância Nacional da Criança com Paralisia Cerebral da Sociedade Portuguesa de Pediatria). A população foi constituída por crianças/família com paralisia cerebral nascidas entre 2001 e 2006, em Portugal e residentes na Grande Lisboa, acompanhadas no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e Centro de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian. A amostra foi não probabilística intencional. Para o tratamento de dados obtidos, recorreu-se à estatística descritiva e analítica. Resultados: Cerca de metade das crianças com paralisia cerebral apresenta défice estaturo-ponderal, encontrando-se no percentil de peso < 5. Os fatores associados a este défice são: a elevada idade da mãe à data do nascimento da criança; crianças com paralisia cerebral do tipo disquinético; crianças com défices severos a nível da função motora global, motricidade bimanual, desempenho na alimentação, fala e controlo da baba; crianças que fazem medicação que interfere com o apetite; e crianças que ingerem alimentos líquidos e/ou pastosos. Conclusão: Os resultados obtidos confrontam-nos com uma realidade de intervenção emergente. As crianças com paralisia cerebral apresentam défices motores, na autonomia e alimentação, o que contribui para um severo défice estaturo-ponderal. Foram identificados alguns fatores que antecipam e nos colocam em alerta face ao risco de comprometimento do crescimento da criança.
- Era uma vez um filho : a transição para uma nova realidadePublication . Marques, Joana Mendes; Lourenço, MargaridaO Relatório pretende traduzir o caminho percorrido durante a Unidade Curricular Estágio, no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria, com o objectivo de realizar uma análise crítica reflexiva sobre o percurso desenvolvido. A metodologia utilizada como ferramenta deste percurso, centrou-se na evidência científica, na experiência, na reflexão crítica e construtiva sobre a prática e na opinião de peritos, com o intuito de uma tomada de decisão e de um saber que responde às necessidades identificadas. A temática aprofundada ao longo do percurso centra-se na transição para a parentalidade / papel parental. Foram estabelecidos objectivos e desenvolvidas actividades, de forma a promover a assistência de enfermagem avançada à criança e família, em situações de transição, na promoção do papel parental. O Módulo I foi desenvolvido no Hospital de Dia do HFF e Centro de Saúde de São João do Estoril, onde se destaca particularmente a elaboração do Manual de apoio aos pais pela primeira vez. No Módulo II, realizado no Serviço de Internamento de Pediatria do HSFX, destaca-se todo o trabalho elaborado na promoção da uniformização dos registos de enfermagem. No Módulo III, no Serviço de Urgência Pediátrica do HSFX, foram elaborados Diários de Aprendizagem que promoveram a análise crítica ao longo das quatro semanas e finalmente, na Neonatologia do HFF, destaca-se o investimento na promoção do bem estar do RN, através da abordagem do tema do ruído. No final do Relatório é apresentada uma conclusão que sistematiza as intervenções implementadas com ganhos em saúde, que vão ao encontro dos objectivos propostos. Foram desenvolvidas competências diferenciadas/específicas e acrescidas, assentes num conhecimento profundo sobre as respostas humanas da criança e da família, capazes de ajudar e capacitar os pais na vivência das transições, no sentido de desenvolverem competências para o exercício do seu papel.
