Percorrer por autor "Geadas, Maria Clara Rebeca"
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- Opção verbal para o ensino da línguaPublication . Geadas, Maria Clara Rebeca; Casanova, Isabel SalazarA globalização, as novas tecnologias, especialmente a Internet, chatrooms e as redes socias, bem como o facto de a língua inglesa ser falada por mais de 470 milhões de falantes como língua materna e como segunda língua, podendo chegar ao bilião contando com os falantes de inglês como língua estrangeira, contribui cada vez mais para acentuar as diferenças em relação ao inglês padrão. Estes fenómenos, aos quais podemos acrescentar as Instant Messaging e Street Talking (culturas paralelas), vieram acentuar, mais ainda, as dificuldades no ensino / aprendizagem da língua inglesa como língua estrangeira. As principais dificuldades detetadas ao longo do tempo prendiam-se com o ensino / aprendizagem da forma verbal e forma aspectual que não têm correspondência no caso português. A língua inglesa apresenta apenas dois tempos, o Present Simple e o Past Simple, sendo as restantes as chamadas formas de índole aspetual ou modal que incluem a formação progressiva, Present e Past Continuous, o Perfect, Present e Past Perfect e a forma modal também. Sabemos que em português existem várias formas de flexão verbal, logo à partida, o Presente, o Passado e o Futuro, revestindo-se de várias combinatórias como o Pretérito Perfeito Simples, o Pretérito Perfeito Composto, o Pretérito Imperfeito e o Pretérito Mais-que-Perfeito Composto, só para mencionar alguns. Tanto os linguistas como os gramáticos consideram ser indispensável o bom uso da língua tanto ao nível da linguagem escrita como falada. Falar bem uma língua será, segundo Greenbaum, usá-la de forma correta, o chamado standard English, de modo que a mensagem seja claramente interpretada e reconhecida pelo ouvinte. De realçar também os exames obrigatórios nos vários níveis de ensino, no Cambridge ESOL, por exemplo, em que a exigência em relação à utilização correta do British English é extrema. Assim, o inglês padrão (BrE) é a variante oficial estudada no sistema educativo (gramáticas e vocabulário), transversal a todos os países e usada em documentos oficiais e académicos / científicos. É também a norma utilizada em instituições oficiais, tais como o governo, os tribunais e os meios de comunicação social e é universalmente compreendido. Assim, consideramos que ensinar British English / Standard English será uma mais-valia pois, como acima é referido, esta variante é universalmente compreendida e os alunos precisam de uma linha orientadora que os conduza ao sucesso. Precisam também de fazer exames e de compreender o que é exigido para uma eficaz resolução dos mesmos. As regras de gramática devem ser claras e objetivas, não ao sabor da variante ou outras formas de expressão criativas que possam surgir. Em Portugal, a maior dificuldade ao nível da aprendizagem da língua estrangeira e fonte de elevado nível de reprovações prende-se com a aprendizagem das formas verbais na sua generalidade, e particularmente do Present Perfect, pois não há equivalência direta entre os vários tempos, como já referido. Pretendemos mostrar que pode não ser assim, que existe uma outra abordagem possível e mais simples, podendo contribuir, desta forma, para um caminho de sucesso. Este trabalho tem como objetivo mostrar como poderemos, de forma clara e objetiva, estudar um dos pontos que, como referimos acima, mais dificuldades levanta aos aprendentes de inglês como língua estrangeira: o ensino e aprendizagem da forma aspetual Present Perfect. Esperamos, assim, contribuir para um melhor entendimento deste ponto controverso da gramática inglesa e, principalmente, ajudar os nossos alunos a sentirem-se mais motivados e participativos, pois a aprendizagem da gramática de qualquer língua é algo que nos faz querer saber sempre mais. Esperamos também que este trabalho possa, de alguma forma, ajudar os nossos colegas, facilitando momentos mais agradáveis de interação no processo de ensino / aprendizagem desta forma aspetual. Pois os professores de línguas, conseguindo uma boa combinação de competências linguísticas e pedagógicas, podem despertar no aprendente um entusiasmo pelas línguas que lhe ficará para o resto da vida.
