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Share repurchases in the U.S. : short-term undervaluation signals or long-term indicators of firm quality?

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This thesis examines whether contemporary share repurchases signal long-term undervaluation or superior quality of firms that choose to undergo said repurchases. Using CRSP-Compustat data for U.S. non-financial firms (2010-2022), share repurchases are identified via completed transactions (PRSTKC). The empirical strategy combines Fama-MacBeth cross-sectional regressions with Propensity Score Matching (PSM). Monthly Fama-MacBeth regressions show that the repurchase indicator is economically negligible and statistically insignificant, indicating that buybacks are not a priced characteristic in the cross-section of returns. Instead, profitability and balance-sheet strength (equity ratio) exhibit significant explanatory power. Complementing this, PSM analysis, which matches firms on observable characteristics, reveals a statistically robust Average Treatment Effect on the Treated (ATT) of approximately 4 percentage points over a three-year horizon. Together, these results suggest that buybacks do not generate independent risk premia; rather, they are undertaken by financially stronger firms whose fundamental quality materialises into higher realised returns over time.
Esta dissertação investiga se as recompras de ações sinalizam subavaliação ou se refletem uma qualidade superior das empresas que decidem recomprar ações. Com dados CRSP-Compustat (2010-2022) de empresas norte-americanas não financeiras, identificam-se recompras através de transações concluídas (PRSTKC), adotando-se uma estratégia de dupla identificação para distinguir a precificação transversal do desempenho a longo prazo. As regressões de FamaMacBeth indicam que o indicador de recompra é economicamente irrelevante e estatisticamente insignificante, sugerindo que esta atividade não constitui uma característica precificada na secção transversal dos retornos. Em contraste, a rentabilidade (ROE) e a robustez do balanço (Rácio de Capital Próprio) apresentam poder explicativo significativo, em linha com os fatores de "qualidade" e "baixo risco" da literatura de asset pricing.Complementarmente, utiliza-se o Propensity Score Matching (PSM) para estimar o Efeito Médio do Tratamento sobre os Tratados (ATT). Ao emparelhar empresas que fazem recomprascom pares comparáveis, revela-se um desempenho superior a longo prazo, estatisticamente robusto, de aproximadamente 4 pontos percentuais num horizonte de três anos. Os resultados sugerem que as recompras não geram prémios de risco independentes, sendo executadas por empresas financeiramente sólidas cuja qualidade fundamental se traduz em retornos superiores ao longo do tempo. Coletivamente, as evidências apoiam a explicação baseada na qualidade, onde o desempenho é impulsionado pela solidez fundamental e não necessariamente pela resolução imediata de uma subavaliação de mercado.

Descrição

Palavras-chave

Share repurchases (buybacks) Payout policy Firm quality Long-run stock returns Fama-Macbeth regressions Propensity score matching Undervaluation signalling Recompra de ações Política de distribuição Solidez financeira Retornos no longo prazo Regressões Fama-Macbet Sinalização de subavaliaçã

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