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Publicação

Vivências que traçam e atravessam as relações educativas

dc.contributor.authorAlves, José Matias
dc.contributor.authorPinheiro, Sara Filipa
dc.date.accessioned2026-05-22T15:33:47Z
dc.date.available2026-05-22T15:33:47Z
dc.date.issued2014-01-01
dc.description.abstractAs relações pedagógicas são uma das bases essenciais da ação docente. Dada esta centralidade são pontos de partida para compreender o processo de ensino-aprendizagem nas suas potencialidades e limites. Como refere António Nóvoa «a troca de experiências e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando» (Nóvoa, 1992:26). É neste sentido que o Projeto Memórias se centra nas experiências marcantes da vida dos docentes, enquanto profissionais e tenta percecionar de que forma essas experiências influenciam o trabalho docente. Em concreto, pretende-se saber de que modo as vivências evidenciam aspetos da relação pedagógica, entre docentes e alunos, e questionar se as relações pedagógicas apresentam maioritariamente dimensões relacionadas com a emoção e os afetos, compreensão e bem-estar entre estes ou se as memórias mais significativas têm a ver com dimensões cognitivas, relacionadas com a instrução ou ainda com situações maioritariamente problemáticas, que apresentam dificuldades e traços de mal-estar. Para a concretização deste projeto procedeu-se à recolha de dados, através de um inquérito por questionário. Foram selecionados 122 inquéritos por questionário de professores em exercício de funções, analisados com recurso ao programa informático de análise qualitativa NVivo. Referem Tardif e Lessard «a docência é, então, concebida como um “artesanato”, uma parte aprendida no tato, realizada principalmente às apalpadelas e por reações parcialmente refletidas em contextos de urgência. Os fundamentos cognitivos desse trabalho, ou seja, o conjunto de conhecimentos, competências e habilidades necessárias ao seu cumprimento diário, assumem aqui uma coloração bastante experimental, existencial: o “saber ensinar” parece um recurso exclusivo da vivência, da experiência pessoal, até da história anterior, familiar ou escolar (Butt et al., 1988; Carter & Doyle, 1996). A afetividade também assume, aqui um lugar de destaque, pois é a partir das experiências afetivas fortes (…) que o “eu-profissional” do professor (Abraham, 1984) se constrói e se atualiza» (Tardif e Lessard, 2005:46). Esta reflexão permite-nos, antes de mais, pensar o trabalho docente construído tendo como pressuposto vital a relação educativa, uma vez que um docente não ensina sem construir uma relação com os alunos e só apreende experiências ao envolver-se numa relação de partilha e escuta.por
dc.identifier.isbn9789898471130
dc.identifier.otherbe1384a7-1b4c-42b7-8627-07166ef1eb77
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/57812
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherCentro de Investigação e Intervenção Educativas
dc.rights.uriN/A
dc.subjectProjeto Memóriaspor
dc.subjectRelação pedagógicapor
dc.subjectDocênciapor
dc.subjectAlunospor
dc.subjectVivênciaspor
dc.titleVivências que traçam e atravessam as relações educativas
dc.typeconference proceedings
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage4929
oaire.citation.startPage4916
oaire.citation.titleTrabalho docente e formação: políticas, práticas e investigação: pontes para a mudança
oaire.citation.volume3
oaire.versionhttp://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85

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