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Resumo(s)
In an era of forced migration and fragmented geographies of care, digital games have become important platforms for representing the emotional and structural conditions of transnational life. This article examines Bury Me, My Love, an interactive fiction game that simulates the mediated communication between Nour, a Syrian refugee, and her husband Majd. Through a smartphone interface that reproduces real‑time messaging, the game makes visible the emotional labour, temporal uncertainty, and constrained agency that shape long‑distance caregiving under displacement. Drawing on a qualitative methodology that integrates ludonarrative analysis, document analysis of a collaborative player‑generated walkthrough, and thematic analysis of multilingual user reviews, the study investigates how the game constructs transnational vulnerability through its mechanics, narrative design, and reception. Findings show that Bury Me, My Love represents vulnerability procedurally, through delayed communication, limited choices, and unpredictable consequences, and affectively, through its portrayal of mediated intimacy and emotional strain. By connecting game design, player documentation, and public reception, the article demonstrates how digital games can articulate cultures of vulnerability and provide participatory spaces for ethical reflection, empathy, and critical engagement with the realities of displacement.
Num contexto de migração forçada e de geografias de cuidado fragmentadas, os jogos di‑gitais tornaram‑se plataformas relevantes para representar as condições emocionais e estruturais da vida transnacional. Este artigo analisa Bury Me, My Love, um jogo de ficção interativa que simu‑la a comunicação mediada entre Nour, uma refugiada síria, e o seu marido Majd. Através de uma interface de smartphone que reproduz mensagens em tempo real, o jogo torna visível o trabalho emocional, a incerteza temporal e a agência limitada que caracterizam o cuidado à distância em situações de deslocamento. Com base numa metodologia qualitativa que integra análise ludonar‑rativa, análise documental de um walkthrough (instruções passo a passo) colaborativo criado por jogadores e análise temática de críticas multilíngues de utilizadores, o estudo investiga como o jogo constrói vulnerabilidade transnacional através das suas mecânicas, do seu design narrativo e da sua receção. Os resultados mostram que Bury Me, My Love representa a vulnerabilidade de forma procedimental, através de atrasos na comunicação, escolhas limitadas e consequências imprevisíveis, e de forma afetiva, através da representação da intimidade mediada e da carga emocional associada. Ao articular o design do jogo, a documentação dos jogadores e a receção pública, o artigo demonstra como os jogos digitais podem expressar culturas de vulnerabilidade e criar espaços participativos para reflexão ética, empatia e envolvimento crítico com as realidades do deslocamento.
Num contexto de migração forçada e de geografias de cuidado fragmentadas, os jogos di‑gitais tornaram‑se plataformas relevantes para representar as condições emocionais e estruturais da vida transnacional. Este artigo analisa Bury Me, My Love, um jogo de ficção interativa que simu‑la a comunicação mediada entre Nour, uma refugiada síria, e o seu marido Majd. Através de uma interface de smartphone que reproduz mensagens em tempo real, o jogo torna visível o trabalho emocional, a incerteza temporal e a agência limitada que caracterizam o cuidado à distância em situações de deslocamento. Com base numa metodologia qualitativa que integra análise ludonar‑rativa, análise documental de um walkthrough (instruções passo a passo) colaborativo criado por jogadores e análise temática de críticas multilíngues de utilizadores, o estudo investiga como o jogo constrói vulnerabilidade transnacional através das suas mecânicas, do seu design narrativo e da sua receção. Os resultados mostram que Bury Me, My Love representa a vulnerabilidade de forma procedimental, através de atrasos na comunicação, escolhas limitadas e consequências imprevisíveis, e de forma afetiva, através da representação da intimidade mediada e da carga emocional associada. Ao articular o design do jogo, a documentação dos jogadores e a receção pública, o artigo demonstra como os jogos digitais podem expressar culturas de vulnerabilidade e criar espaços participativos para reflexão ética, empatia e envolvimento crítico com as realidades do deslocamento.
Descrição
Palavras-chave
Transnational vulnerability, Digital game analysis Mediated intimacy Participatory storytelling Forced migration Vulnerabilidade transnacional Análise de jogos digitais Intimidade mediatizada Narrativa participativa Migração forçada
Contexto Educativo
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Editora
Universidade de Aveiro
