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Lock-in or lift-off? : designing a readiness framework for deep-tech SMEs in innovation-oriented public procurement

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Innovation-oriented public procurement represents a strategically consequential funding pathway for deep-tech small and medium-sized enterprises (SMEs), offering non-dilutive capital, market validation and institutional legitimacy. Yet existing research primarily evaluates procurement effectiveness at the policy or sectoral level, leaving the firm-side readiness decision largely unaddressed. This thesis asks: Under what conditions are deep-tech SMEs ready to engage in innovation-oriented public procurement, and how can these conditions be translated into a readiness assessment framework?Adopting an exploration-oriented Design Science Research (DSR) methodology, the study combines a systematic literature review with four semi-structured expert interviews from the European Space Agency (ESA) and space sector ecosystem. The resulting artifact, the Procurement Readiness Assessment Framework (PRAF), operationalises procurement readiness across five dimensions: Strategic Alignment, Financial Resilience, Administrative and Implementation Capacity, Technological Maturity, and Dependency and Lock-In Exposure. The framework follows a conjunctive assessment logic in which financial resilience functions as the primary critical constraint. It supports decisions to engage, engage with safeguards, delay or refrain from participation.Expert evaluation confirmed the framework’s relevance and practical utility while generating refinements concerning pace-fit, key personnel requirements and commercialisation intent. The thesis contributes by translating firm-side procurement readiness into prescriptive design knowledge and provides practitioners with a structured decision instrument.
A contratação pública orientada para a inovação representa uma via de financiamento estrategicamente relevante para pequenas e médias empresas (PME) de deep-tech, ao oferecer capital não dilutivo, validação de mercado e legitimidade institucional. No entanto, a investigação existente avalia sobretudo a eficácia da contratação pública ao nível das políticas públicas ou dos sectores, deixando em grande medida por analisar a decisão de prontidão do lado da empresa. Esta dissertação pergunta: em que condições estão as PME de deep-tech preparadas para participar em processos de contratação pública orientada para a inovação, e como podem essas condições ser traduzidas num quadro de avaliação de prontidão?Adotando uma metodologia de Design Science Research (DSR) de orientação exploratória, o estudo combina uma revisão sistemática da literatura com quatro entrevistas semiestruturadas a especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) e do ecossistema do sector espacial. O artefacto resultante, o Procurement Readiness Assessment Framework (PRAF), operacionaliza a prontidão em cinco dimensões: Alinhamento Estratégico, Resiliência Financeira, Capacidade Administrativa e de Implementação, Maturidade Tecnológica, e Exposição à Dependência e ao Lock-In. O quadro segue uma lógica conjuntiva, na qual a resiliência financeira funciona como a principal restrição crítica, e apoia decisões de participação, participação com salvaguardas, adiamento ou não participação.A avaliação por especialistas confirmou a relevância e utilidade prática do PRAF, gerando refinamentos relativos ao ajustamento de ritmo, aos requisitos de pessoal-chave e à intenção de comercialização.

Descrição

Palavras-chave

Public procurement for innovation (PPI) Deep-tech SMEs Procurement readiness Design science research (DSR) NewSpace sector Contratação pública para inovação (PPI) PMEs deep-tech Prontidão para contratação pública Investigação em design science (DSR) Setor NewSpace

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