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The financialisation of professional football has produced a persistent and widening gap between the prices at which top-tier clubs change hands and the values that conventional financial methods can justify. Discounted Cash Flow analysis fails in a sector dominated by structurally negative EBIT and binary sporting risk; market multiples lack truly homogeneous comparables; market-capitalisation approaches are constrained by the small universe of listed clubs. This dissertation develops an asset-based Lower Bound valuation framework that delivers a defensible floor price for football clubs, abstracting from the trophy and socio-emotional premia that drive observed transaction prices above any asset-anchored value. The framework is articulated around two pillars: a Player Asset valuation built on Adjusted Present Value logic, with separate discounting of contingent benefits and contractual costs and a Bermuda-option treatment of transfer-window flexibility; and a Stadium valuation through Depreciated Replacement Cost adjusted by an empirical utilisation coefficient that captures fanbase intensity. The framework is applied to all twenty Italian Serie A clubs at the start of the 2025/26 season, producing an aggregate Lower Bound Enterprise Value of EUR 9.56 billion. A transaction backtest against eight Serie A control deals between 2019 and 2025 confirms the floor hypothesis in seven of the eight cases, with multiples of model EV over implied transaction value ranging from 1.02x to 2.48x. The single counter-example identifies the boundary conditions of the framework. The contribution integrates the trophy-asset framework with the value-gap literature, providing a quantitative anchor against which the trophy premium can be measured and negotiated.
A financeirização do futebol profissional produziu uma divergência persistente entre os preços a que os clubes de topo mudam de mãos e os valores que os métodos convencionais conseguem justificar. A análise de Discounted Cash Flow falha num setor dominado por EBIT estruturalmente negativo e risco desportivo binário; os múltiplos carecem de comparáveis homogéneos; as abordagens de capitalização bolsista são limitadas pelo reduzido universo de clubes cotados. Esta dissertação desenvolve um modelo asset-based como Limite Inferior, que fornece um floor price defensável, abstraindo dos prémios trophy e socio-emocionais que conduzem os preços de transação acima de qualquer valor ancorado nos ativos. O modelo articula-se em dois pilares: a avaliação do Ativo Jogadores, construída sobre a lógica do Adjusted Present Value, com desconto separado dos benefícios contingentes e dos custos contratuais e um tratamento Bermuda-option da flexibilidade das janelas de transferência; e a avaliação do Estádio através do Depreciated Replacement Cost ajustado por um coeficiente empírico de utilização que captura a intensidade da base de adeptos. O modelo é aplicado aos vinte clubes da Serie A italiana na época 2025/26, produzindo um Enterprise Value Limite Inferior agregado de 9,56 mil milhões de euros. Um backtest sobre oito transações de controlo entre 2019 e 2025 confirma a hipótese do floor em sete dos oito casos, com múltiplos entre 1,02x e 2,48x. O único contraexemplo identifica as condições-limite do modelo. A contribuição integra o trophy-asset framework com a literatura sobre value gap, fornecendo uma âncora quantitativa para medir e negociar o prémio trophy.
A financeirização do futebol profissional produziu uma divergência persistente entre os preços a que os clubes de topo mudam de mãos e os valores que os métodos convencionais conseguem justificar. A análise de Discounted Cash Flow falha num setor dominado por EBIT estruturalmente negativo e risco desportivo binário; os múltiplos carecem de comparáveis homogéneos; as abordagens de capitalização bolsista são limitadas pelo reduzido universo de clubes cotados. Esta dissertação desenvolve um modelo asset-based como Limite Inferior, que fornece um floor price defensável, abstraindo dos prémios trophy e socio-emocionais que conduzem os preços de transação acima de qualquer valor ancorado nos ativos. O modelo articula-se em dois pilares: a avaliação do Ativo Jogadores, construída sobre a lógica do Adjusted Present Value, com desconto separado dos benefícios contingentes e dos custos contratuais e um tratamento Bermuda-option da flexibilidade das janelas de transferência; e a avaliação do Estádio através do Depreciated Replacement Cost ajustado por um coeficiente empírico de utilização que captura a intensidade da base de adeptos. O modelo é aplicado aos vinte clubes da Serie A italiana na época 2025/26, produzindo um Enterprise Value Limite Inferior agregado de 9,56 mil milhões de euros. Um backtest sobre oito transações de controlo entre 2019 e 2025 confirma a hipótese do floor em sete dos oito casos, com múltiplos entre 1,02x e 2,48x. O único contraexemplo identifica as condições-limite do modelo. A contribuição integra o trophy-asset framework com a literatura sobre value gap, fornecendo uma âncora quantitativa para medir e negociar o prémio trophy.
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Palavras-chave
Enterprise value Football clubs Serie A Asset-based valuation Player valuation Real options Sports finance Clubes de futebol Avaliação Asset-Based Avaliação de jogadores Opções reais Finanças do desporto
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