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Making recruitment inclusive : a study on mitigating AI bias against immigrants in Portugal

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Artificial Intelligence (AI) has become a prominent tool in recruitment by promising efficiency and consistency. However, evidence increasingly demonstrates that algorithmic systems can reproduce and aggravate biases, therefore raising ethical and practical concerns. This dissertation investigates and analyses how Portuguese recruiters interpret and respond to immigration-related bias in AI-mediated recruitment processes. Based on an extensive literature review and in-depth interviews with recruiters from different organizational contexts, the study takes a qualitative approach using the Gioia methodology to understand sense-making and mitigation practices. The findings reveal that AI in recruitment functions primarily as administrative infrastructure rather than autonomous decision-making, with fairness emerging as a pipeline property shaped by language norms and governance priorities. While recruiters aim to achieve equity, their ethical agency is bounded by throughput pressures and technical constraints, which results in frictional exclusion of immigrant candidates. Governance frameworks emphasize security and compliance but lack operationalized fairness tools, demonstrating a misalignment between regulatory safeguards and inclusion goals. The study contributes to perspectives on AI recruitment by presenting fairness as a systemic challenge, whilst proposing practical actions for fairness-centred governance, including multilingual ontologies and blind evidence-based screening. These insights contribute to theoretical debates on human-centred AI and offer practical recommendations for organizations trying to balance efficiency with inclusivity in the Portuguese labour market.
A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma ferramenta proeminente no recrutamento, prometendo eficiência e consistência. No entanto, evidências demonstram cada vez mais que os sistemas algorítmicos podem reproduzir e agravar enviesamentos, causando preocupações éticas e práticas. Esta dissertação investiga e analisa como os recrutadores portugueses interpretam e respondem ao viés relacionado com imigração nos processos de recrutamento mediados por IA. Com base numa revisão de literatura e em entrevistas com recrutadores de diferentes contextos organizacionais, o estudo adota uma abordagem qualitativa utilizando a metodologia Gioia para compreender práticas de mitigação. Os resultados revelam que a IA funciona principalmente como infraestrutura administrativa, não como tomada de decisão autónoma. A equidade emerge como uma propriedade moldada por normas linguísticas e prioridades de governação. Embora os recrutadores procurem a equidade, esta é limitada por pressões de volume e constrangimentos técnicos, resultando na exclusão friccional de candidatos imigrantes. A governação enfatiza segurança e conformidade, mas carece de instrumentos operacionalizados para garantir justiça, evidenciando um desalinhamento entre salvaguardas regulatórias e objetivos de inclusão. Este estudo contribui para as perspetivas sobre recrutamento com IA ao apresentar a equidade como um desafio sistémico, propondo ações para uma governação centrada na justiça, incluindo ontologias multilingues e triagem cega. Estes resultados enriquecem os debates teóricos sobre o uso humano de IA e oferecem recomendações para organizações que procuram equilibrar eficiência e inclusão no mercado português.

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Palavras-chave

AI Recruitment Bias Immigrants Portugal IA Recrutamento Viés Imigrantes

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