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Resumo(s)
O terramoto que devastou a cidade de Lisboa em novembro de 1755 deixou marcas permanentes não só no corpo como na alma dos habitantes da capital portuguesa. As descrições coevas, deixadas por todos aqueles que viveram os momentos que sucederam à catástrofe, são quadros vivos da religiosidade vivida naqueles tempos. O sentimento de culpabilização massiva, marcado pela maldição do pecado, era fortemente vincado pela ação da Igreja que revelava a imagem de um Deus infinitamente castigador e misericordioso. Numa sociedade desprovida de meios para combater os males naturais, a falta de proteção na terra era compensada por um elevado número de protetores celestiais, demonstrando fragilidade ou talvez impotência para fazer frente às adversidades. Os habitantes apavorados e totalmente indefesos ficaram sensíveis a implicações de carácter sobrenatural, que foi aproveitado por alguns pregadores.
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Contexto Educativo
Citação
Ferreira, A., & Esteves, A. (2017). Entre vivos e mortos: uma reflexão sobre a ação da Igreja no terramoto de Lisboa de 1755. In S. O. Guidobono , & C. B. Hierro (Eds.), Entre redes y espacios familiares en Iberoamérica: repensando estrategias, mecanismos e idearios de supervivencia y movilidad (pp. 1-19). Ediciones Egregius.
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