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Orientador(es)
Resumo(s)
Firms operate in an environment constantly shaped by government actions. Regulatory changes, legislative reforms and policy interventions frequently alter the conditions under which firms compete. In response, firms engage in corporate political activity, particularly lobbying, to influence policy outcomes and anticipate regulatory changes. This thesis investigates whether lobbying improves firm performance during external shocks and whether its effectiveness depends on the type of disruption firms face. This study reframes lobbying as an investment in coordination capability between firms and government actors. Building on this perspective, shocks are classified into three categories: Type I market disruptions originating outside of the regulatory system, Type II regulatory shocks arising directly from government action and Type III systemic crises that affect the broader economic system. Type I shocks serve as the conceptual baseline. Each type poses a different coordinated adaptation challenge for the firm and the regulators. For the empirical analysis, the study combines U.S. corporate lobbying data with firm-level financial and market data between 1998-2025. Using an event-study framework and regression analysis across major economic, regulatory and geopolitical shocks, the study evaluates how lobbying expenditures relate to firm performance around these events. The results show that lobbying does not improve performance following Type I shocks but is associated with more favorable outcomes during Type II regulatory shocks. However, lobbying provides limited protection during Type III systemic crises. These findings highlight that the strategic value of lobbying depends on the nature of environmental disruptions and introduce a coordination-based perspective on corporate political activity.
As empresas operam num ambiente moldado por ações governamentais. Alterações regulatórias, reformas legislativas e intervenções políticas modificam frequentemente as condições sob as quais as empresas competem. Em resposta, as empresas envolvem-se em atividades políticas corporativas, em particular lobbying, com o objetivo de influenciar resultados políticos e antecipar mudanças regulatórias. Esta dissertação investiga se o lobbying melhora o desempenho das empresas durante choques externos e se a sua eficácia depende do tipo de disrupção enfrentada. Este estudo reconceptualiza o lobbying como um investimento na capacidade de coordenação entre empresas e atores governamentais. Com base nesta perspetiva, os choques são classificados em três categorias: Tipo I, disrupções de mercado externas ao sistema regulatório; Tipo II, choques regulatórios decorrentes da ação governamental e Tipo III, crises sistémicas que afetam o sistema económico no seu conjunto. Os choques de Tipo I funcionam como referência conceptual. Cada tipo coloca um desafio distinto de adaptação coordenada para empresas e reguladores. A análise empírica combina dados de lobbying empresarial nos Estados Unidos com dados financeiros e de mercado ao nível da empresa entre 1998 e 2025. Utilizando uma abordagem de estudo de eventos e regressões aplicadas a choques económicos, regulatórios e geopolíticos, avalia-se a relação entre gastos em lobbying e desempenho empresarial. Os resultados mostram que o lobbying não melhora o desempenho após os choques de Tipo I, mas está associado a melhores resultados de Tipo II. Contudo, oferece proteção limitada em crises de Tipo III, evidenciando que o seu valor depende da natureza das disrupções.
As empresas operam num ambiente moldado por ações governamentais. Alterações regulatórias, reformas legislativas e intervenções políticas modificam frequentemente as condições sob as quais as empresas competem. Em resposta, as empresas envolvem-se em atividades políticas corporativas, em particular lobbying, com o objetivo de influenciar resultados políticos e antecipar mudanças regulatórias. Esta dissertação investiga se o lobbying melhora o desempenho das empresas durante choques externos e se a sua eficácia depende do tipo de disrupção enfrentada. Este estudo reconceptualiza o lobbying como um investimento na capacidade de coordenação entre empresas e atores governamentais. Com base nesta perspetiva, os choques são classificados em três categorias: Tipo I, disrupções de mercado externas ao sistema regulatório; Tipo II, choques regulatórios decorrentes da ação governamental e Tipo III, crises sistémicas que afetam o sistema económico no seu conjunto. Os choques de Tipo I funcionam como referência conceptual. Cada tipo coloca um desafio distinto de adaptação coordenada para empresas e reguladores. A análise empírica combina dados de lobbying empresarial nos Estados Unidos com dados financeiros e de mercado ao nível da empresa entre 1998 e 2025. Utilizando uma abordagem de estudo de eventos e regressões aplicadas a choques económicos, regulatórios e geopolíticos, avalia-se a relação entre gastos em lobbying e desempenho empresarial. Os resultados mostram que o lobbying não melhora o desempenho após os choques de Tipo I, mas está associado a melhores resultados de Tipo II. Contudo, oferece proteção limitada em crises de Tipo III, evidenciando que o seu valor depende da natureza das disrupções.
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Palavras-chave
Corporate political activity Coordination capability Corporate lobbying Firm performance External shock Atividade política corporativa Capacidade de coordenação Lobbying corporativo Desempenho empresarial Choques externos
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