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O anĂșncio da morte de Deus

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A questĂŁo que antes de mais importa colocar Ă© esta: que significa a afirmação Deus morreu? Como mostrou Martin Heidegger, enganar-nos-Ă­amos se interpretĂĄssemos a morte de Deus como a afirmação de uma convicção pessoal ou de uma descrença, que, embora de sinal contrĂĄrio, permaneceria no mesmo plano da crença. NĂŁo se trata de uma afirmação de fĂ© ou falta dela proclamada por um individuo ou um grupo a que se oporiam as convicçÔes de outro; da mesma forma, nĂŁo Ă© o resultado de um corpo de razĂ”es e argumentos aos quais se poderia contrapor outras razĂ”es, outros argumentos. A morte de Deus nĂŁo Ă© uma questĂŁo pessoal, limitada Ă  esfera da privacidade individual, mas o culminar de um longo processo histĂłrico começado em SĂłcrates — a quem Nietzsche chamava esse plebeu inculto — ou nas palavras de Heidegger, o culminar da metafĂ­sica ocidental.

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Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

SERRA, JosĂ© Pedro - O anĂșncio da morte de Deus. Didaskalia. Lisboa. ISSN 0253-1674. 21:1 (1991) 79-89.

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