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When crime meets business : understanding the impact of crime on firms in Brazil

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This thesis investigates the impact of crime on entrepreneurial performance in Brazil using firm-level data from the World Bank Enterprise Survey merged with municipal crime statistics. The final sample includes 1,290 firms. Crime exposure is measured using an index constructed through principal component analysis of robberies, thefts, and homicides.Baseline OLS estimates indicate a negative relationship between crime and firm performance. A one standard deviation increase in the Crime Index is associated with 7.3% lower sales, 6.1% lower value added, and 4.9% lower productivity. To address endogeneity, crime exposure is instrumented using leave-one-out state averages. Despite limitations, the results robustly suggest that crime harms firm performance.An ordered logit analysis examines how crime exposure affects firms’ distribution across performance categories: micro enterprises, small and medium enterprises (SMEs), mid-cap firms (250–499 employees), and large enterprises. Higher crime exposure increases the probability of firms being classified in lower performance categories while reducing the probability of being in higher categories, indicating that crime affects firms’ position within the performance distribution.The analysis reveals substantial regional and sectoral heterogeneity. Crime shows the strongest negative relationship in the Southeast, moderate impacts in the South, and negligible association in the Centre-West, North, and Northeast. Tobit regressions accounting for left censoring confirms these findings. Overall, the results indicate that crime represents a constraint on business performance in Brazil.
Esta dissertação analisa o impacto do crime sobre o desempenho empresarial no Brasil, utilizando dados ao nível da empresa do World Bank Enterprise Survey, combinados com estatísticas municipais de criminalidade. A amostra final inclui 1.290 empresas. A exposição ao crime é medida através de um índice construído por análise de componentes principais com base em roubos, furtos e homicídios. As estimativas OLS indicam uma relação negativa entre o crime e o desempenho das empresas. Um aumento de um desvio-padrão no Índice de Crime está associado a vendas 7,3% mais baixas, valor acrescentado 6,1% inferior e produtividade 4,9% menor. Para lidar com a endogeneidade, a exposição ao crime é instrumentalizada utilizando médias estaduais leaveone-out. Apesar das limitações, os resultados sugerem de forma robusta que o crime prejudica o desempenho empresarial. Uma análise ordered logit avalia como a exposição ao crime afeta a distribuição das empresas entre categorias de desempenho: microempresas, pequenas e médias empresas (PME), empresas de média capitalização (250–499 empregados) e grandes empresas. Uma maior exposição ao crime aumenta a probabilidade de as empresas se situarem em categorias dedesempenho mais baixo e reduz a probabilidade de integrarem categorias mais elevadas. A análise revela heterogeneidade regional e setorial. O crime apresenta a relação negativa mais forte no Sudeste, impactos moderados no Sul e uma associação negligenciável no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Regressões Tobit que consideram a censura à esquerda confirmam estes resultados, indicando que o crime constitui uma restrição ao desempenho empresarial no Brasil.

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Crime Productivity Brazil PCA WBES Firm performance Produtividade Brasil PC Desempenho das empresas

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