| Name: | Description: | Size: | Format: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.75 MB | Adobe PDF |
Advisor(s)
Abstract(s)
The football industry exists in a climate of fierce competition and overinvestment. Football clubs constantly seek competitive advantages to outperform competitors in the various dimensions in which they compete. This thesis evaluates a recent and rising phenomenon in the football industry - Multi-Club Ownership (MCO). It seeks to understand whether MCO can lead to competitive advantages over the current business model of operating a single club, and if it will become prevalent.
This study employs a hybrid methodological approach, including 10 expert semi-structured interviews which added granularity to the real-world context, and a survey to evaluate fans` perceptions and behaviour relative to MCO.
Results showed that MCO enables advantages in revenue capture, on-field performance, brand internationalization and operational efficiencies. Nevertheless, these are extremely dependent on the group´s level of integration, organizational structure, global exposure of the parent club, and level of connection to local community. For revenue generation, these benefits may become sustainable competitive advantages. It was found that fans tend to be more engaged in Singular-Club Ownership (SCO) rather than MCO, and fans who prefer foreign ownership, on average, tend to give higher engagement scores in MCO situations, ceteris paribus.
Furthermore, the Belgium case was analysed, which showcases how the development of MCO may be enhanced in environments with certain specific characteristics.
It is likely that MCO will grow, without necessarily becoming prevalent in the industry, or declining abruptly. The main threat to its development is potential legal restrictions applied by governing bodies (FIFA/UEFA), constraining MCO development and operations.
A indústria do futebol vive num ambiente de competitividade feroz e investimento acima das possibilidades, levando os clubes a constantemente procurarem vantagens competitivas, com vista a superar os rivais. O objetivo desta tese é avaliar se “Multi-Club Ownership” (MCO), um fenómeno recente na indústria do futebol, leva a vantagens competitivas quando comparado com o atual modelo de negócio de gerir um clube como uma entidade independente. Foi utilizada uma abordagem metodológica híbrida, incluindo 10 entrevistas semiestruturadas com especialistas na indústria, que acrescentaram granularidade ao contexto do mundo real. Foi também usado um questionário para avaliar a perceção e comportamento dos fãs em MCO. Os resultados mostraram que MCO leva a vantagens em captura de receita, performance desportiva, internacionalização da marca e eficiências operacionais. Contudo, estas vantagens são extremamente dependentes do nível de integração do grupo, organização da estrutura, exposição global do clube mãe e nível de conexão com a comunidade local. Em criação de receita, estas vantagens podem tornar-se vantagens competitivas. Foi descoberto que os fãs tendem a preferir “Singular-Club Ownership” (SCO) a MCO. Os fãs que preferem investidores estrangeiros, em média, tendem a ser mais recetivos a MCO, ceteris parubis. Foi também analisado o caso da Bélgica, que mostra como o desenvolvimento de MCO pode ser exponenciado em ambientes com características especificas. É provável que MCO tenha um crescimento sustentado, sem se tornar prevalente, nem decrescer abruptamente. A maior ameaça ao seu desenvolvimento são as potenciais restrições das instituições que controlam o futebol (FIFA/UEFA).
A indústria do futebol vive num ambiente de competitividade feroz e investimento acima das possibilidades, levando os clubes a constantemente procurarem vantagens competitivas, com vista a superar os rivais. O objetivo desta tese é avaliar se “Multi-Club Ownership” (MCO), um fenómeno recente na indústria do futebol, leva a vantagens competitivas quando comparado com o atual modelo de negócio de gerir um clube como uma entidade independente. Foi utilizada uma abordagem metodológica híbrida, incluindo 10 entrevistas semiestruturadas com especialistas na indústria, que acrescentaram granularidade ao contexto do mundo real. Foi também usado um questionário para avaliar a perceção e comportamento dos fãs em MCO. Os resultados mostraram que MCO leva a vantagens em captura de receita, performance desportiva, internacionalização da marca e eficiências operacionais. Contudo, estas vantagens são extremamente dependentes do nível de integração do grupo, organização da estrutura, exposição global do clube mãe e nível de conexão com a comunidade local. Em criação de receita, estas vantagens podem tornar-se vantagens competitivas. Foi descoberto que os fãs tendem a preferir “Singular-Club Ownership” (SCO) a MCO. Os fãs que preferem investidores estrangeiros, em média, tendem a ser mais recetivos a MCO, ceteris parubis. Foi também analisado o caso da Bélgica, que mostra como o desenvolvimento de MCO pode ser exponenciado em ambientes com características especificas. É provável que MCO tenha um crescimento sustentado, sem se tornar prevalente, nem decrescer abruptamente. A maior ameaça ao seu desenvolvimento são as potenciais restrições das instituições que controlam o futebol (FIFA/UEFA).
Description
Keywords
Multi-club ownership Singular-club ownership Football Competitive advantage Sports FIFA UEFA Futebol Vantagem competitiva Desporto
