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“Ó flor que é impossível ver”: a associação metonímica como princípio de continuidade em Toda a Terra, de Ruy Belo

dc.contributor.authorMoreira, Helder
dc.date.accessioned2021-06-07T14:14:37Z
dc.date.available2021-06-07T14:14:37Z
dc.date.issued2021
dc.description.abstractReconhecida pela torrencialidade discursiva, a poesia de Ruy Belo assume em Toda a Terra, de 1976, os seus traços mais excêntricos. O presente artigo analisará o contributo da associação metonímica para o desenvolvimento da obra em questão, partindo da hipótese de que este tropo assume uma dimensão matricial na poética de Ruy Belo. A metonímia funciona, então, não apenas como figura de retórica, mas como processo cognitivo que orienta o sentido anagógico subjacente a toda a escrita beliana e que, em Toda a Terra, atinge o grau máximo de concretização. À insuficiência da linguagem para chegar a uma transcendência ou a uma totalidade por si própria anunciada, a poesia de Ruy Belo contrapõe um excesso de palavras — uma excentricidade contínua alimentada por um princípio gerador estável — na busca de uma palavra-total simbolizada pela “flor”.pt_PT
dc.description.abstractWell-known for its discursive torrentiality, Ruy Belo's poetry displays its most eccentric features in Toda da Terra, in 1976. The present paper will analyse the importance of the metonymic association in this book. It will be suggested that this trope plays a key role in Ruy Belo's poetics. Metonymy works, then, not only as a rhetorical figure, but also as a cognitive process that guides the anagogical meaning underlying Belo's writing. This process reaches its height in Toda a Terra. Ruy Belo's poetry exhibits a surplus of words - a continuous eccentricity fed by a stable generating principle - in search for an absolute-word symbolized by the "flower". This poetry tries, therefore, to challenge the inability of human language to transcend a totality triggered by its own existence.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.doi10.23925/2236-9937.2021v23p282-300pt_PT
dc.identifier.issn2236-9937
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/33469
dc.identifier.wos000640551200013
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/pt_PT
dc.subjectTropopt_PT
dc.subjectMetonímiapt_PT
dc.subjectCatacresept_PT
dc.subjectToda a Terrapt_PT
dc.subjectRuy Belopt_PT
dc.subjectTropept_PT
dc.subjectMetonymypt_PT
dc.subjectCatachresispt_PT
dc.title“Ó flor que é impossível ver”: a associação metonímica como princípio de continuidade em Toda a Terra, de Ruy Belopt_PT
dc.title.alternative"O flower that is impossible to see": metonymic association as a principle of continuity in the whole Earth, by Ruy Belopt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage300pt_PT
oaire.citation.issue23pt_PT
oaire.citation.startPage282pt_PT
oaire.citation.titleTeoliteráriapt_PT
oaire.citation.volume11pt_PT
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT

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