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Trade credit or bank credit? : evidence on the financing of portuguese SMEs

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The goal of this dissertation is to examine how Portuguese small and medium-sized enterprises (SMEs) adjust their use of bank credit and trade credit between 2016 and 2023. Using a panel of 50,744 firms, the study evaluates three dimensions of trade credit to understand whether firms rely more on suppliers when bank credit declines (trade credit received), whether they redistribute liquidity through credit granted to customers (trade credit granted), or whether they adjust their net financing position within the supply chain (net trade credit). The empirical strategy relies on fixed effects models and explores heterogeneity according to firm size, financial constraints and sector of activity.The results provide evidence of a substitution mechanism, which means that SMEs increase their reliance on trade credit when bank credit decreases. This pattern persists across all specifications, highlighting the central role of supplier financing in a bank-based economy. In Portugal, no evidence supports the redistribution theory, that is, firms with higher levels of bank credit do not tend to grant more trade credit. During the COVID-19 pandemic, however, a temporary increase in trade credit granted is observed, although this effect dissapears in subsequent years. Regarding the net effect, SMEs with greater access to bank credit are more likely to hold positive net trade credit positions, acting as net suppliers within the supply chain, whereas firms with lower access tend to remain net borrowers of supplier financing.
O objetivo desta dissertação de mestrado é analisar de que forma as pequenas e médias empresas (PME) portuguesas ajustam a utilização de crédito bancário e comercial, entre 2016 e 2023. Com base num painel de 50,744 empresas, este estudo avalia três dimensões do crédito comercial para compreender como as empresas recorrem aos seus fornecedores quando os níveis de crédito bancário diminuem (crédito comercial recebido), se redistribuem liquidez através de crédito a clientes (crédito comercial concedido) ou se ajustam a sua posição líquida na cadeia de fornecimento (crédito comercial líquido). A estratégia implementada assenta em modelos com efeitos fixos e explora heterogeneidade segundo a dimensão das empresas, assuas condições financeiras e o setor de atividade. Os resultados revelam evidência de um mecanismo de substituição, ou seja, as PME aumentam o recurso ao crédito comercial quando o crédito bancário diminui. Este padrão mantém-se em todas as especificações, destacando o papel do crédito comercial de fornecedores como essencial numa economia fortemente baseada no crédito bancário. Em Portugal, não se verifica evidência do mecanismo de redistribuição, isto é, empresas com maiores níveis de crédito bancário não tendem a conceder mais crédito comercial. Durante a pandemia, contudo, observa-se um aumento temporário de crédito comercial concedido, que não se prolonga nos anos seguintes. Relativamente ao efeito líquido, as PME com maior acesso a crédito bancário tendem a assumir posições líquidas positivas, atuando como financiadoras dentro da cadeia de fornecimento, contrastando com as empresas com menores níveis de crédito bancário.

Descrição

Palavras-chave

Trade credit Bank credit Small and medium size enterprises (SME) Corporate financing structure Credit substitution Covid-19 Portugal Crédito comercial Crédito bancário Pequenas e médias empresas (PME) Estrutura de financiamento empresarial Substituição de crédito

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