Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

“O olhar chinês sobre nós”: construção de metaimagens em A China vence o passado de José de Freitas e toda a China de António Graça de Abreu

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
153334345.pdf6.36 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Neste artigo, explora-se a metaimagem portuguesa na literatura de viagem sobre a China, comparando A China vence o passado (1964), de José de Freitas, e Toda a China (2013-2014), de António Graça de Abreu. Com base na leitura integral e codificação temática, identificam-se 76 segmentos, codificados em cinco valências: “forasteiro bem acolhido”, “indesejável”, “exótico”, “português, povo periférico” e “avançado”. Com apoio dos dados quantitativos da codificação, é realizada uma análise imagológica das metaimagens, examinando e comparando o cenário, as vozes e as condições históricas. Em ambos os relatos, o viajante é interpelado como português, europeu, ocidental e estrangeiro – e é acolhido, rejeitado, exotizado ou desconhecido pelo “olhar chinês”. Freitas privilegia o institucional e o discurso reportado, com predominância de “forasteiro bem acolhido” e “indesejável” e ocorrências de “avançado”; Abreu enfatiza o quotidiano e a autoironia no espaço público, reforçando “exótico” e “português, povo periférico”. O estudo mapeia continuidades e deslocações diacrónicas na construção do “olhar chinês sobre nós”, oferecendo os primeiros dados empíricos para investigações da metaimagem neste par cultural.
This article explores the Portuguese meta-image in travel writing about China by comparing A China vence o passado (1964), by José de Freitas, and Toda a China (2013-2014), by António Graça de Abreu. Drawing on complete reading and thematic coding, 76 segments are identified and coded into five valences: “welcomed outsider,” “undesirable,” “exotic,” “Portuguese, a peripheral people,” and “advanced.” Using quantitative data from the coding, an imagological analysis of the meta-images is conducted, examining and comparing settings, voices, and historical conditions. In both narratives, the traveler is interpellated as Portuguese, European, Western, and foreign—and is welcomed, rejected, exoticized, or ignored by the “Chinese gaze.” Freitas privileges the institutional and reported speech, with a predominance of “welcomed outsider” and “undesirable,” plus instances of “advanced”; Abreu foregrounds the everyday and self-irony in public space, reinforcing “exotic” and “Portuguese, a peripheral people.” The study maps diachronic continuities and shifts in constructing the “Chinese gaze on us,” offering the first empirical data for investigations of the meta-image within this cultural pair.

Descrição

Palavras-chave

Imagologia Literatura de viagens Codificação temática Portugal-China José de Freitas António Graça de Abreu Imagology Travel writing Thematic coding

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo