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Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução A problemática em torno da presença da família na reanimação cardiopulmonar é uma questão que persiste há anos, não sendo fácil de ser abordada pelos profissionais de saúde. Alguns profissionais crêem que ao permitir à família presenciar a reanimação podem estar a expor erros e falhas no protocolo, demonstrar as suas próprias inseguranças e, ainda, terem dificuldade em gerir as emoções transmitidas pela família. Nos últimos anos surgiram inúmeras séries televisivas focadas na medicina de urgência/emergência que puseram a descoberto uma área frequentemente oculta à sociedade dando, assim, a conhecer a componente técnica e informação associada aos cuidados. Material e Método: O objetivo do estudo foi compreender qual a visão dos profissionais de saúde face à presença da família em contexto de ressuscitação cardiopulmonar. A revisão foi realizada pela pesquisa nas bases de dados EBSCO e b-ON, através dos descritores: stress, ressuscitação cardiopulmonar, família. Numa primeira fase, obteve-se 25 449 artigos e após restringir a pesquisa para os últimos 5 anos, isto é, 2011 a 2015 obteve-se 11 489 artigos. Excluíram-se artigos duplicados e refinou-se a pesquisa através de alguns critérios de inclusão, nomeadamente, a adequação ao tema em estudo, artigos analisados por peritos, texto integral e abordarem a visão dos profissionais, ficaram apenas 10 artigos. Resultado: Muitos profissionais vêem a exclusão da família no momento da reanimação cardiopulmonar como sendo uma tradição enraizada. Certo é que existe divergência entre os profissionais e a unanimidade ainda está longe de ser alcançada porque parte acredita que a família pode ser um factor dificultador na atuação. A falta de conhecimento da família e a expressão das suas emoções faz com que parte dos profissionais acreditem que a mesma possa vir a causar distracções e promover um acréscimo na ansiedade vivida pela equipa. Os profissionais acreditam que ter um elemento a acompanhar a família seria benéfico porque sem um elemento moderador a família poderia interpretar as acções realizadas pela equipa de maneira incorrecta e como consequência adoptar comportamentos indesejados. Conclusões: A presença da família na reanimação pode colocar em risco a segurança do desempenho dos profissionais, uma vez que, podem condicionar o comportamento da equipa. A família pode, ainda, adoptar comportamento desajustados. É necessário desenvolver mais estudos nesta área para se desenvolver políticas e normas que permitam aos profissionais adequar estratégias para acompanhar a família e minimizar uma má interpretação da informação.
Descrição
Palavras-chave
Família Ressuscitação cardiopulmonar Stress
Contexto Educativo
Citação
Fernandes, A. I. P. D. S. (2016). A RCP e a visão dos profissionais face à presença da família: revisão integrativa. In M. M. Vieira, J. Neves-Amado, B. Araújo, & S. Deodato (Eds.), 10th International Seminar on Nursing Research proceedings (pp. 136-136). Universidade Católica Portuguesa.
Editora
Universidade Católica Portuguesa
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