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The cost of cocoa : tracing deforestation and EUDR non-compliance in Nestlé's sourcing strategy

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Every kilogram of chocolate we consume comes with a hidden cost: forest degradation, especially in West Africa. In Ivory Coast, forests cover 2 million hectares of land, almost 90% less than in the 1960s (Kouadio and Singh, 2021), with cocoa cultivation responsible for 37% of deforestation in protected areas (Kalischek et al., 2023). Starting at the end of 2025, the EU Deforestation Regulation (EUDR) will require companies to prove that cocoa imported into the EU market is not associated with recent forest loss. This is to put pressure on downstream players like Nestlé. This thesis examines Nestlé’s cocoa suppliers from Ivory Coast and how they align with EUDR compliance. By combining public trade and deforestation data from Trase with Nestlé Cocoa Plan disclosures, we estimate historical deforestation exposure and project future risk under three scenarios, based on different sourcing and land-use strategies, up to 2026. Results show that with no compliance from traders, 89.4% of Nestlé’s cocoa could remain indirectly sourced and untraceable by 2026. In this case, deforestation exposure could reach 176,000 hectares and cause annual losses of over €300 million due to cocoa being confiscated at the EU border. On the other hand, a stronger push towards traceability and low-impact suppliers could cut that exposure by half. The analysis provides a data-driven method to assess compliance risk and highlights the role that a good procurement strategy has in managing both environmental and financial outcomes.
Cada quilograma de chocolate consumido tem um custo oculto: a degradação das florestas, especialmente na África Ocidental. Na Costa do Marfim, restam 2 milhões de hectares de floresta - quase 90% menos do que na década de 1960 (Kouadio e Singh, 2021) - e o cultivo do cacau responde por 37% da desflorestação em áreas protegidas (Kalischek et al., 2023). A partir do final de 2025, o Regulamento da UE sobre desflorestação (EUDR) exigirá que as empresas provem que o cacau importado para a UE não esteja ligado à perda recente de florestas. O objetivo é pressionar atores a jusante, como a Nestlé. Esta tese analisa os fornecedores da Nestlé na Costa do Marfim e seu alinhamento com o EUDR. Com dados públicos da Trase e divulgação do Plano de Cacau da Nestlé, estimamos a exposição histórica à desflorestação e projetamos o risco futuro em três cenários, baseados em estratégias de abastecimento e uso do solo até 2026. Os resultados indicam que, sem ação dos comerciantes, 89,4% do cacau da Nestlé continuará com origem indireta e não rastreável até 2026. Isso pode expor 176 000 hectares à desflorestação e gerar perdas anuais acima de 300 milhões de euros devido ao confisco na fronteira da UE. Já o incentivo à rastreabilidade e fornecedores de baixo impacto pode reduzir essa exposição pela metade. A análise propõe um método para avaliar o risco de conformidade e reforça a importância de estratégias eficazes de aquisição na gestão ambiental e financeira.

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Palavras-chave

África Ocidental Cacau Cocoa Costa do Marfim Deforestation Desflorestação EUDR Ivory Coast Nestlé Rastreabilidade Traceability West Africa

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