| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 837.43 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
This thesis explores how bank lending shocks affect competition dynamics between firms. We ar gue that a bank lending shock dampens a firm’s competitive position, instead advantaging her rivals,
which reap benefits from the firm’s distress. Using matched firm-bank data from the Portuguese
credit register (2006-2017), we show that a bank lending shock hitting a firm’s competitors is asso ciated with higher capital, sales and employment growth rates for that firm. However, this impact
is not significant at a 5% level, suggesting that the industrial competition channel is not a substan tial mechanism in our main sample. Instead, we find significant effects on a subset of firms: i)
larger firms and ii) firms operating in more concentrated industries, which exhibit higher sales and
employment growth rates when their competitors go into financial distress. This has an important
implication: credit shocks could have distributional impacts across firms. We present evidence that
both credit and market shares distribution became increasingly concentrated during the Great Fi nancial Crisis. Finally, while we cannot make inference at the macroeconomic level, the industrial
competition channel hypothesis suggested by our results is consistent with the reallocation process
observed.
Esta tese explora como os choques bancários afetam a dinâmica da concorrência entre empresas. Argumentamos que um choque bancário reduz a posição competitiva de uma empresa, favorecendo, em vez disso, seus rivais, que colhem benefícios do sofrimento da empresa. Usando dados combi nados de empresa-banco do registro de crédito português (2006-2017), mostramos que um choque bancário que atinge os concorrentes de uma empresa está associado a taxas de crescimento de cap ital, vendas e emprego mais elevadas para essa empresa. No entanto, esse impacto não é signi ficativo em um nível de 5%, sugerindo que o canal de competição industrial não é um mecanismo substancial em nossa amostra completa. Em vez disso, encontramos efeitos significativos em um subconjunto de empresas: i) empresas maiores e ii) empresas que operam em indústrias mais con centradas, que apresentam taxas de crescimento de vendas e emprego mais elevadas quando seus concorrentes entram em dificuldades financeiras. Isso tem uma implicação importante: choques de crédito podem ter impactos distributivos entre empresas. Apresentamos evidências de que tanto a distribuição de crédito quanto de participação de mercado se tornaram cada vez mais concentradas durante a Grande Crise Financeira. Finalmente, embora não possamos fazer inferências em nível macroeconômico, a hipótese do canal de competição industrial sugerida por nossos resultados é consistente com o processo de realocação observado.
Esta tese explora como os choques bancários afetam a dinâmica da concorrência entre empresas. Argumentamos que um choque bancário reduz a posição competitiva de uma empresa, favorecendo, em vez disso, seus rivais, que colhem benefícios do sofrimento da empresa. Usando dados combi nados de empresa-banco do registro de crédito português (2006-2017), mostramos que um choque bancário que atinge os concorrentes de uma empresa está associado a taxas de crescimento de cap ital, vendas e emprego mais elevadas para essa empresa. No entanto, esse impacto não é signi ficativo em um nível de 5%, sugerindo que o canal de competição industrial não é um mecanismo substancial em nossa amostra completa. Em vez disso, encontramos efeitos significativos em um subconjunto de empresas: i) empresas maiores e ii) empresas que operam em indústrias mais con centradas, que apresentam taxas de crescimento de vendas e emprego mais elevadas quando seus concorrentes entram em dificuldades financeiras. Isso tem uma implicação importante: choques de crédito podem ter impactos distributivos entre empresas. Apresentamos evidências de que tanto a distribuição de crédito quanto de participação de mercado se tornaram cada vez mais concentradas durante a Grande Crise Financeira. Finalmente, embora não possamos fazer inferências em nível macroeconômico, a hipótese do canal de competição industrial sugerida por nossos resultados é consistente com o processo de realocação observado.
Descrição
Palavras-chave
Bank lending channel Industrial competition Great recession Canal de empréstimos bancários Concorrência industrial Grande recessão
