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Since 2016, geopolitical volatility has reshaped the conditions under which multinational enterprises (MNEs) make international decisions. Foundational International Business (IB) frameworks, such as Uppsala, OLI, Product Life Cycle, CAGE, and entry-mode theory, were developed under different assumptions about institutional stability. This thesis examines how Dutch MNEs structure their internationalization decisions under this increased and sustained geopolitical volatility, and to what extent these decisions are consistent with the foundational frameworks. The data was collected through seven semi-structured interviews with decision makers across multiple sectors at Dutch MNEs and then thematically analyzed using the five foundational frameworks together with an inductive theme that captured patterns the frameworks did not anticipate. The findings show that internationalization remains a gradual process that is foothold-based and relationship-driven, which is consistent with the Uppsala model. Administrative distance has emerged as the most influential CAGE distance, whereas cultural and geographic distance are operational concerns rather than strategic issues. Firms manage their exposure through diversification, intermediation, and delay. Some firms exploit volatility commercially and treat it as a source of demand for specialist capabilities rather than only as a constraint. The study refines IB theory by proposing a bidirectional view of uncertainty as a structural condition carrying both downside exposure and upside potential. The classical frameworks remain useful, but require more explicit treatment of political-regulatory considerations. Managers should focus on administrative distance screening, flexibility in entry-mode decisions, and monitoring volatility for opportunities, not only risk.
Desde 2016, a volatilidade geopolítica tem reformulado as condições em que as empresas multinacionais tomam decisões internacionais. Quadros fundamentais de Negócios Internacionais, como Uppsala, OLI, Ciclo de Vida do Produto, CAGE e teoria do modo de entrada, foram desenvolvidos com diferentes pressupostos sobre estabilidade institucional. Esta tese analisa como multinacionais neerlandesas estruturam as suas decisões de internacionalização sob volatilidade geopolítica, e em que medida essas decisões são consistentes com esses quadros. Os dados foram recolhidos através de sete entrevistas semiestruturadas com decisores de multinacionais neerlandesas em vários setores e analisados tematicamente com base nos cinco quadros, juntamente com um tema indutivo que captou padrões não antecipados por eles. Os resultados mostram que a internacionalização continua a ser gradual, baseada em presença inicial no mercado e orientada por relações, em linha com o modelo de Uppsala. A distância administrativa tornou-se a dimensão CAGE mais influente, enquanto a distância cultural e geográfica surgem como preocupações operacionais, e não estratégicas. As empresas gerem a exposição através de diversificação, intermediação e adiamento. Algumas exploram a volatilidade comercialmente, tratando-a como fonte de procura por capacidades especializadas, e não apenas como restrição. O estudo refina a teoria de Negócios Internacionais ao propor uma visão bidirecional da incerteza como condição estrutural com exposição a riscos e potencial de oportunidade. Os quadros clássicos continuam úteis, mas exigem maior atenção a considerações político regulatórias. Os gestores devem focar-se na avaliação da distância administrativa, na flexibilidade do modo de entrada e na monitorização da volatilidade para identificar oportunidades, não apenas riscos.
Desde 2016, a volatilidade geopolítica tem reformulado as condições em que as empresas multinacionais tomam decisões internacionais. Quadros fundamentais de Negócios Internacionais, como Uppsala, OLI, Ciclo de Vida do Produto, CAGE e teoria do modo de entrada, foram desenvolvidos com diferentes pressupostos sobre estabilidade institucional. Esta tese analisa como multinacionais neerlandesas estruturam as suas decisões de internacionalização sob volatilidade geopolítica, e em que medida essas decisões são consistentes com esses quadros. Os dados foram recolhidos através de sete entrevistas semiestruturadas com decisores de multinacionais neerlandesas em vários setores e analisados tematicamente com base nos cinco quadros, juntamente com um tema indutivo que captou padrões não antecipados por eles. Os resultados mostram que a internacionalização continua a ser gradual, baseada em presença inicial no mercado e orientada por relações, em linha com o modelo de Uppsala. A distância administrativa tornou-se a dimensão CAGE mais influente, enquanto a distância cultural e geográfica surgem como preocupações operacionais, e não estratégicas. As empresas gerem a exposição através de diversificação, intermediação e adiamento. Algumas exploram a volatilidade comercialmente, tratando-a como fonte de procura por capacidades especializadas, e não apenas como restrição. O estudo refina a teoria de Negócios Internacionais ao propor uma visão bidirecional da incerteza como condição estrutural com exposição a riscos e potencial de oportunidade. Os quadros clássicos continuam úteis, mas exigem maior atenção a considerações político regulatórias. Os gestores devem focar-se na avaliação da distância administrativa, na flexibilidade do modo de entrada e na monitorização da volatilidade para identificar oportunidades, não apenas riscos.
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Palavras-chave
Geopolitical volatility Internationalization Dutch MNEs Bidirectional uncertainty Volatilidade geopolítica Internacionalização Multinacionais neerlandesas Incerteza bidirecional
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