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Artificial Intelligence (AI) is increasingly integrated into public healthcare organisations, where institutional narratives often frame it as a neutral, modernising, and efficient tool for managerial progress. The Portuguese healthcare system is a highly feminised sector, yet it is characterised by persistent gendered leadership inequalities. How AI narratives of ‘neutral modernisation’ interact with, and potentially obscure, these entrenched power dynamics within leadership structures remain underexplored. Employing the Gioia methodology, this study analyses institutional reports and media sources concerning AI adoption and gender dynamics in Portuguese public hospitals. The findings reveal a discursive separation: AI is framed as a purely technical upgrade, while gender inequality is treated as a distinct, unrelated issue. Consequently, women remain underrepresented in leadership despite the technological shift. Furthermore, when ethics are addressed, the focus remains on technical bias rather than institutional power, effectively keeping technology and equity in separate conversations. This research contributes to feminist organisational theory and critical technology studies by demonstrating how narratives of ‘neutral modernisation’ act as a mechanism for obscuring gendered inequality regimes. In practice, it calls for integrating AI implementation with leadership diversity goals, assessing AI's impact on women's careers, ensuring diverse governance teams, and reframing AI as a tool for inclusive leadership.
A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais integrada nas organizações de saúde pública, onde as narrativas institucionais a enquadram frequentemente como uma ferramenta neutra, modernizadora e eficiente para o progresso da gestão. O sistema de saúdeportuguês é um setor altamente feminizado, embora caracterizado por persistentes desigualdades de género na liderança. A forma como as narrativas de ‘modernização neutra’da IA interagem com estas dinâmicas de poder enraizadas nas estruturas de liderança, e como potencialmente as obscurecem, permanece por explorar. Utilizando a metodologia Gioia, este estudo analisa relatórios institucionais e fontes mediáticas relativos à adoção da IA e às dinâmicas de género nos hospitais públicos portugueses. Os resultados revelam uma separação discursiva: a IA é apresentada como uma mera atualização técnica, enquanto a desigualdade de género é tratada como uma questão distinta e não relacionada. Consequentemente, as mulheres continuam sub-representadas na liderança, apesar da mudança tecnológica. Além disso, quando a ética é abordada, o foco mantém-se no enviesamento técnico em vez do poder institucional, mantendo tecnologia e equidade em conversas separadas. Esta investigação contribui para a teoria organizacional feminista e para os estudos críticos de tecnologia, demonstrando como as narrativas de ‘modernização neutra’funcionam como um mecanismo para ocultar regimes de desigualdade de género. Na prática, o estudo apela à integração da implementação da IA com objetivos de diversidade na liderança, à avaliação do impacto da IA nas carreiras das mulheres, à garantia de equipas de governação diversas e ao reposicionamento da IA como ferramenta para uma liderança inclusiva.
A Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais integrada nas organizações de saúde pública, onde as narrativas institucionais a enquadram frequentemente como uma ferramenta neutra, modernizadora e eficiente para o progresso da gestão. O sistema de saúdeportuguês é um setor altamente feminizado, embora caracterizado por persistentes desigualdades de género na liderança. A forma como as narrativas de ‘modernização neutra’da IA interagem com estas dinâmicas de poder enraizadas nas estruturas de liderança, e como potencialmente as obscurecem, permanece por explorar. Utilizando a metodologia Gioia, este estudo analisa relatórios institucionais e fontes mediáticas relativos à adoção da IA e às dinâmicas de género nos hospitais públicos portugueses. Os resultados revelam uma separação discursiva: a IA é apresentada como uma mera atualização técnica, enquanto a desigualdade de género é tratada como uma questão distinta e não relacionada. Consequentemente, as mulheres continuam sub-representadas na liderança, apesar da mudança tecnológica. Além disso, quando a ética é abordada, o foco mantém-se no enviesamento técnico em vez do poder institucional, mantendo tecnologia e equidade em conversas separadas. Esta investigação contribui para a teoria organizacional feminista e para os estudos críticos de tecnologia, demonstrando como as narrativas de ‘modernização neutra’funcionam como um mecanismo para ocultar regimes de desigualdade de género. Na prática, o estudo apela à integração da implementação da IA com objetivos de diversidade na liderança, à avaliação do impacto da IA nas carreiras das mulheres, à garantia de equipas de governação diversas e ao reposicionamento da IA como ferramenta para uma liderança inclusiva.
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Palavras-chave
AI narratives Gender inequality Neutral modernisation Narrativas de inteligência artificial (IA) Desigualdade de genero Modernização neutra
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