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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Debt is not as ubiquitous as classical theories of capital structure would like you to believe. A
sizeable slice of firms have no debt in their balance sheets, a phenomenon termed the zeroleverage puzzle. We investigate the performance and credit dynamics of such firms, private and
public, in the recovery period following the Sovereign Debt Crisis in Portugal; and conciliate
our findings with existing hypotheses on the drivers of this behavior. Our results suggest that
zero-leverage firms outperform their unlevered counterparts, namely when conditioning on
dividend-paying status. Attesting to the persistence of debt aversion, we find that zero-leverage
firms are also likelier to follow a conservative debt policy up to eight years after the zeroleverage event. In aggregate, we extract robust evidence in favor of strategic considerations as
the driving force behind firms’ hesitancy to take on debt – a boon for the financial flexibility
hypothesis. Conversely, the financial constraint hypothesis finds limited support in our data.
O recurso à dívida não é tão generalizado como professado pelas teorias de estrutura de capital tradicionais. Um segmento substancial de empresas carece de dívida nos seus balanços, um fenómeno denominado de puzzle das zero-leverage. Nós analisamos o desempenho e as dinâmicas de crédito destas empresas, cotadas e não cotadas, no período de recuperação que sucedeu a Crise da Dívida Soberana em Portugal; e tentamos conciliar as nossas conclusões com as teorias vigentes sobre as causas deste comportamento. Os nossos resultados sugerem que empresas zero-leverage têm um desempenho superior às suas pares alavancadas, independentemente de distribuírem ou não dividendos. Atestando a persistência desta aversão à dívida, demonstramos também que empresas zero-leverage são mais prováveis de adotar uma política de financiamento conservadora até oito anos após o evento zero-leverage. Em agregado, extraímos corroboração robusta a favor de considerações estratégicas como móbil desta hesitação em emitir dívida – em linha com a teoria da flexibilidade financeira. Em contraste, a teoria das restrições financeiras não encontra correspondência nos nossos dados.
O recurso à dívida não é tão generalizado como professado pelas teorias de estrutura de capital tradicionais. Um segmento substancial de empresas carece de dívida nos seus balanços, um fenómeno denominado de puzzle das zero-leverage. Nós analisamos o desempenho e as dinâmicas de crédito destas empresas, cotadas e não cotadas, no período de recuperação que sucedeu a Crise da Dívida Soberana em Portugal; e tentamos conciliar as nossas conclusões com as teorias vigentes sobre as causas deste comportamento. Os nossos resultados sugerem que empresas zero-leverage têm um desempenho superior às suas pares alavancadas, independentemente de distribuírem ou não dividendos. Atestando a persistência desta aversão à dívida, demonstramos também que empresas zero-leverage são mais prováveis de adotar uma política de financiamento conservadora até oito anos após o evento zero-leverage. Em agregado, extraímos corroboração robusta a favor de considerações estratégicas como móbil desta hesitação em emitir dívida – em linha com a teoria da flexibilidade financeira. Em contraste, a teoria das restrições financeiras não encontra correspondência nos nossos dados.
Descrição
Palavras-chave
Zero-leverage Performance Credit dynamics Financial flexibility Financial constraints Sovereign Debt Crisis Desempenho Dinâmicas de crédito Flexibilidade financeira Restrições financeiras Crise da Dívida Soberana
