| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 9.53 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Maritime shipping is increasingly affected by disruptions, especially due to the growing vulnerability of key maritime chokepoints. Large trade volumes are impacted as services from Asia to Europe are forced to re-route via much longer routes around the Cape of Good Hope, following ongoing rebel attacks leaving the Suez Canal non-navigable. At the same time, climate change is altering maritime conditions, potentially opening the Arctic as a new trade corridor. This thesis investigates the feasibility and economic viability of adopting Arctic routes for Hapag-Lloyd AG’s Asia-Europe liner services over the next two decades, focusing on operational cost efficiency and navigational risk. Projections of sea ice conditions under a best-and worst-case climate scenario were translated into navigational risk indices and a least-cost path algorithm was applied to compute the safest and most cost-effective Arctic routes. The feasible Arctic passages were then compared against the traditional Suez Canal and Cape of Good Hope routes in terms of cost-competitiveness. Results show that while Arctic routes could offer substantial distance and absolute cost savings, Hapag-Lloyd AG’s current fleet - composed entirely of Open Water vessels - cannot safely access these routes under current and projected ice conditions. Polar Class vessels would offer sufficient ice navigation capability, but their lower capacity leads to unfavorable per-unit (TEU) economics. Additionally, seasonally limited and volatile navigable periods limit the strategic relevance of the Arctic corridor. While regular navigation on the Arctic routes is judged non-viable for Hapag-Lloyd AG, the trend towards improving accessibility highlights the need for continuous monitoring.
O transporte marítimo está cada vez mais sujeito a perturbações, especialmente devido à crescente vulnerabilidade de pontos estratégicos como o Canal de Suez. Consequentemente grandes volumes de comércio entre a Ásia e a Europa são afetados, com serviços forçados a contornar o Cabo da Boa Esperança, devido a ataques rebeldes que tornaram o Suez inavegável. Paralelamente, as alterações climáticas estão a transformar as condições marítimas, podendo abrir o Ártico como novo corredor de comércio. Esta dissertação analisa a viabilidade e rentabilidade económica da adoção de rotas árticas pelos serviços da Hapag-Lloyd AG entre a Ásia e a Europa nas próximas duas décadas, com foco na eficiência de custos operacionais e no risco de navegação. Foram projetadas condições de gelo marinho sob cenários climáticos otimistas e pessimistas, convertidas em índices de risco e aplicados algoritmos de menor custo para identificar as rotas mais seguras e económicas. As passagens viáveis foram comparadas com as rotas tradicionais pelo Suez e pelo Cabo da Boa Esperança. Os resultados mostram que, embora as rotas árticas ofereçam poupanças significativas em distância e custos absolutos, a frota atual da Hapag-Lloyd - composta por navios de águas abertas - não possui capacidade para navegar em segurança nessas condições. Navios com classificação polar seriam adequados, mas a sua menor capacidade reduz a eficiência económica por unidade (TEU). Além disso, a curta e volátil janela de navegação limita o seu valor estratégico. Conclui-se que, apesar da tendência de melhoria na acessibilidade, a viabilidade regular permanece limitada, exigindo monitorização contínua.
O transporte marítimo está cada vez mais sujeito a perturbações, especialmente devido à crescente vulnerabilidade de pontos estratégicos como o Canal de Suez. Consequentemente grandes volumes de comércio entre a Ásia e a Europa são afetados, com serviços forçados a contornar o Cabo da Boa Esperança, devido a ataques rebeldes que tornaram o Suez inavegável. Paralelamente, as alterações climáticas estão a transformar as condições marítimas, podendo abrir o Ártico como novo corredor de comércio. Esta dissertação analisa a viabilidade e rentabilidade económica da adoção de rotas árticas pelos serviços da Hapag-Lloyd AG entre a Ásia e a Europa nas próximas duas décadas, com foco na eficiência de custos operacionais e no risco de navegação. Foram projetadas condições de gelo marinho sob cenários climáticos otimistas e pessimistas, convertidas em índices de risco e aplicados algoritmos de menor custo para identificar as rotas mais seguras e económicas. As passagens viáveis foram comparadas com as rotas tradicionais pelo Suez e pelo Cabo da Boa Esperança. Os resultados mostram que, embora as rotas árticas ofereçam poupanças significativas em distância e custos absolutos, a frota atual da Hapag-Lloyd - composta por navios de águas abertas - não possui capacidade para navegar em segurança nessas condições. Navios com classificação polar seriam adequados, mas a sua menor capacidade reduz a eficiência económica por unidade (TEU). Além disso, a curta e volátil janela de navegação limita o seu valor estratégico. Conclui-se que, apesar da tendência de melhoria na acessibilidade, a viabilidade regular permanece limitada, exigindo monitorização contínua.
Descrição
Palavras-chave
Algoritmo de rota de menor custo Arctic shipping corridor Climate change impacts Corredor de navegação no Ártico Gargalos marítimos Hapag-Lloyd AG Impactos das alterações climáticas Índice de risco de navegação Interrupção do Canal de Suez Least-cost path algorithm Maritime chokepoints Navigational risk index Projeções de gelo marinho Sea-ice projections Suez Canal disruption
Contexto Educativo
Citação
Editora
Licença CC
Sem licença CC
