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This dissertation explores how ownership structure shapes long-term success in the luxury sector at a time of growing consolidation. As global luxury conglomerates expand through acquisitions and scale, a smaller number of family-owned maisons continue to operate independently, relying on heritage, identity, and long-term governance. While consolidation offers clear advantages in terms of resources and operational resilience, it also raises concerns about creative autonomy, cultural authenticity, and strategic independence. The study employed a mixed-methods approach, combining twelve semi-structured interviews with experts from the luxury, investment, creative, and consulting sectors with a consumer perception survey. Rather than assessing success through short-term financial performance, the research examined long-term success linked with the ability to preserve symbolic legitimacy, strategic autonomy, and adaptive capacity across economic cycles. Quantitative analyses were used illustratively to identify perceptual patterns rather than to establish causal relationships. The findings suggested that family ownership supports strong cultural coherence, long-term orientation, and stewardship of symbolic capital, but is constrained by limited scale and capability gaps. In contrast, conglomerate ownership provides professionalization, infrastructural strength, and crisis resilience, while potentially weakening creative continuity and cultural depth. Overall, the study highlighted ownership as a strategic governance mechanism that influences how luxury firms balance identity, capability development, and resilience. It offers practical insights for owners, managers, and policymakers evaluating whether independence can remain a sustainable strategic asset in an increasingly consolidated luxury industry.
Esta dissertação analisa de que forma a estrutura de propriedade influencia o sucesso de longo prazo no setor do luxo num contexto de crescente consolidação. À medida que conglomerados globais expandem a sua presença através de aquisições e economias de escala, um número reduzido de maisons familiares mantém-se independente, apoiando-se na herança, na identidade e numa governação orientada para o longo prazo. Embora a consolidação ofereça vantagens claras em termos de recursos e resiliência operacional, levanta também desafios relacionados com a autonomia criativa, a autenticidade cultural e a independência estratégica. O estudo adota uma abordagem de métodos mistos, combinando entrevistas semiestruturadas com especialistas do setor do luxo com um inquérito sobre perceções dos consumidores. Em vez de avaliar o sucesso com base no desempenho financeiro de curto prazo, a investigação assume uma perspetiva interpretativa, definindo o sucesso de longo prazo como a capacidade de preservar legitimidade simbólica, autonomia estratégica e capacidade de adaptação ao longo do tempo. A análise quantitativa é utilizada de forma ilustrativa, com o objetivo de identificar padrões de perceção, e não relações causais. Os resultados indicam que a propriedade familiar favorece a coerência cultural, a orientação de longo prazo e a gestão do capital simbólico, embora seja limitada por menor escala e lacunas de capacidades. Em contraste, a propriedade por conglomerados proporciona profissionalização, robustez infraestrutural e maior resiliência em períodos de crise, podendo comprometer a continuidade criativa e a profundidade cultural.
Esta dissertação analisa de que forma a estrutura de propriedade influencia o sucesso de longo prazo no setor do luxo num contexto de crescente consolidação. À medida que conglomerados globais expandem a sua presença através de aquisições e economias de escala, um número reduzido de maisons familiares mantém-se independente, apoiando-se na herança, na identidade e numa governação orientada para o longo prazo. Embora a consolidação ofereça vantagens claras em termos de recursos e resiliência operacional, levanta também desafios relacionados com a autonomia criativa, a autenticidade cultural e a independência estratégica. O estudo adota uma abordagem de métodos mistos, combinando entrevistas semiestruturadas com especialistas do setor do luxo com um inquérito sobre perceções dos consumidores. Em vez de avaliar o sucesso com base no desempenho financeiro de curto prazo, a investigação assume uma perspetiva interpretativa, definindo o sucesso de longo prazo como a capacidade de preservar legitimidade simbólica, autonomia estratégica e capacidade de adaptação ao longo do tempo. A análise quantitativa é utilizada de forma ilustrativa, com o objetivo de identificar padrões de perceção, e não relações causais. Os resultados indicam que a propriedade familiar favorece a coerência cultural, a orientação de longo prazo e a gestão do capital simbólico, embora seja limitada por menor escala e lacunas de capacidades. Em contraste, a propriedade por conglomerados proporciona profissionalização, robustez infraestrutural e maior resiliência em períodos de crise, podendo comprometer a continuidade criativa e a profundidade cultural.
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Palavras-chave
Luxury sector Family ownership Symbolic capital Corporate governance Industry consolidation Long-term success Setor do luxo Propriedade familiar Capital simbólico Governação corporativa Consolidação industrial Sucesso de longo prazo
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