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Regional financial distress in Portugal : a sector-weighted approach using aggregate financial indicators

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This dissertation develops a regional financial distress index for Portugal by combining sector level financial indicators with regional business structure statistics. While traditional distress prediction models rely on firm-level financial information, publicly available data in Portugal is aggregated at the sectoral level and lacks regional specificity. In order to get over this restriction, the study uses the Banco de Portugal’s Sector Tables to modify Ohlson’s (1980) OScore to the sector level, producing yearly probabilities of distress for 66 non-financial sectors between 2006 and 2024. These sectoral probabilities are then mapped to the 25 NUTS III regions using weights based on each sector’s share of regional turnover and number of firms. The resulting index assesses the extent to which regional economies are vulnerable to financially fragile sectors, producing a balanced panel from 2008 to 2022. The analysis reveals significant regional heterogeneity, with structurally weaker interior regions consistently exhibiting higher levels of financial distress. Macroeconomic shocks, such as the COVID-19 pandemic, the global financial crisis, and the sovereign debt crisis, cause substantial rises in distress across all regions, demonstrating the index’s vulnerability to cyclical conditions. Sector concentration effects are evident, particularly in the Lisbon metropolitan area, where exposure to severely troubled sectors significantly increases regional vulnerability in specific years. The stability of the regional rankings is confirmed by robustness studies using different aggregation techniques. Overall, the dissertation sheds light on the spatial distribution of corporate vulnerability in Portugal and gives a new, reproducible method to measure regional financial distress.
Esta dissertação desenvolve um índice regional de risco financeiro para Portugal, que conjuga indicadores financeiros a nível setorial, com estatísticas da composição empresarial de cada região. Enquanto os modelos tradicionais de previsão de dificuldades financeiras têm por base informação financeira nível empresarial, os dados públicos que estão disponíveis para Portugal encontram-se agregados por setor e carecem de especificidade regional. Para ultrapassar esta limitação, foram utilizadas Tabelas Setoriais do Banco de Portugal para adaptar o Ohlson OScore (1980) ao nível setorial, resultando então probabilidades anuais de insolvência para 66 setores não-financeiros entre 2006 e 2024. Estas probabilidades são depois mapeadas para as 25 regiões NUTS III através de ponderações baseadas na percentagem de volume de negócios e número de empresas para cada setor, em cada região. O índice resultante avalia o grau em que as economias regionais estão expostas a setores financeiramente frágeis, originando um painel equilibrado para o período de 2008 a 2022. A análise revela uma heterogeneidade regional significativa, com as regiões interiores estruturalmente mais frágeis a apresentarem consistentemente níveis mais elevados de dificuldades financeiras. Choques macroeconómicos, como a crise financeira global, a crise da dívida soberana, e a pandemia de COVID-19, provocam aumentos substanciais de dificuldades em todas as regiões, evidenciando a sensibilidade do índice às condições cíclicas. Em suma, a dissertação contribui para a compreensão da distribuição espacial da vulnerabilidade empresarial em Portugal e apresenta um método novo e reprodutível para a medição de probabilidade de insolvência a nível regional.

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Palavras-chave

Financial distress Regional analysis Sectoral composition Regional vulnerability Dificuldade financeira Análise regional Composição setorial Vulnerabilidade regional

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