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Reconfiguration or replication? : strategic response to geopolitical disruption: a Finnair case study

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On the 24th of February 2022, Russia's invasion of Ukraine triggered an airspace closure that eliminated the competitive foundation of Finnair's business model overnight. For a decade, the Finnish carrier had built its fleet, network and organizational identity around a single geographic logic: Helsinki-Vantaa airport's position along the great-circle route between Europe and Northeast Asia, made viable by unimpeded Siberian corridor access.This thesis examines whether Finnair's response constitutes genuine strategic reconfiguration or operational adjustment strategically framed. The analysis adopts a longitudinal teaching case study format, drawing on secondary sources. Four frameworks from strategic management literature structure the analysis: Core Capabilities and Core Rigidities, Dynamic Capabilities, Strategic Crisis Response Typology and PESTEL Analysis.The findings support a position of genuine but incomplete reconfiguration. The commitment to restoring profitability regardless of whether Russian airspace reopens, the network rebalancing toward European and North Atlantic routes and the Embraer narrow-body renewal program represent real change in the firm's capability base. The Values dimension tells a different story: Helsinki continues to function as an intermediary hub dependent on sixth-freedom connecting traffic. The 2026–2029 strategy remains calibrated for one geopolitical assumption rather than designed to hold across several. The structural vulnerability has not been eliminated; it has been reoriented.
A 24 de fevereiro de 2022, a invasão russa da Ucrânia desencadeou um encerramento de espaço aéreo que eliminou de um dia para o outro o alicerce competitivo do modelo de negócio da Finnair. Durante uma década, a transportadora finlandesa construiu a sua frota, rede e identidade organizacional em torno de uma única lógica geográfica: a posição do aeroporto de Helsínquia-Vantaa ao longo da rota ortodrómica entre a Europa e o Nordeste Asiático, tornada viável pelo acesso irrestrito ao corredor siberiano.Esta dissertação examina se a resposta da Finnair constitui uma reconfiguração estratégica genuína ou um ajustamento operacional estrategicamente enquadrado. A análise adota o formato de estudo de caso pedagógico longitudinal, recorrendo a fontes secundárias. Quatro frameworks da literatura de gestão estratégica estruturam a análise: Capacidades Nucleares e Rigidezes Nucleares, Capacidades Dinâmicas, Tipologia de Resposta a Crises Estratégicas e Análise PESTEL.Os resultados sustentam uma posição de reconfiguração genuína, mas incompleta. O compromisso de restaurar a rentabilidade independentemente de o espaço aéreo russo reabrir, o reequilíbrio da rede para rotas europeias e transatlânticas e o programa de renovação da frota com a Embraer representam mudanças reais na base de capacidades da empresa. A dimensão dos Valores apresenta um quadro distinto: Helsínquia continua a funcionar como um hub intermediário dependente do tráfego de sexta liberdade. A estratégia 2026–2029 permanece calibrada para um único pressuposto geopolítico, em vez de concebida para múltiplos cenários. A vulnerabilidade estrutural não foi eliminada; foi reorientada.

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Palavras-chave

Geopolitical disruption Strategic reconfiguration Core rigidities Dynamic capabilities Hub strategy Airline industry Finnair Airspace closure Disrupção geopolítica Reconfiguração estratégica Rigidezes nucleares Capacidades dinâmicas Estratégia de hub Indústria aérea Encerramento de espaço aéreo

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