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Euro area COVOL and the impact of monetary policy surprises

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This dissertation investigates how monetary policy surprises from the European Central Bank (ECB) affect co-volatility in euro area equity markets, a key indicator of systemic risk within the monetary union. The covolatility (COVOL) for the euro area is estimated using daily equity index data from sixteen euro area countries, with data starting in 2002. The results show that peaks in covolatility coincide not only with global shocks such as the international financial crisis and the COVID-19 pandemic, but also with more regional tensions, including the sovereign debt crisis and episodes of financial fragmentation, confirming the ability of this measure to detect systemic stress within the monetary union. Monetary policy surprises are identified through high-frequency variations in financial instruments around the ECB’s communication windows. The four extracted factors capture distinct dimensions of monetary policy communication: immediate policy rate surprises (Target), revisions to near-term expectations (Timing), changes in medium-term policy expectations (Forward Guidance) and unexpected information related to unconventional measures (Quantitative Easing). The relationship between these surprises and the Euro Area COVOL series reveals a state-dependent impact: after 2020, unexpected rate increases are associated with higher covolatility, while positive forward guidance signals appear to calm markets down. The remaining monetary policy factors show no significant effects. The analysis further confirms that Euro Area COVOL is predominantly regional, outweighing global influences.
Esta dissertação investiga como as surpresas de política monetária do Banco Central Europeu(BCE) afetam a co-volatilidade nos mercados acionistas da área do euro, um indicador chave de risco sistémico na união monetária. O fator de volatilidade comum (COVOL) da área do euro é estimado com dados diários de índices acionistas de dezasseis países da área do euro, com dados a partir de 2002. Os resultados demonstram que os picos de co-volatilidade coincidem não só com choques globais, como a crise financeira internacional e a pandemia de COVID-19, mas também com tensões mais regionais, como a crise das dívidas soberanas e episódios de fragmentação financeira, confirmando a utilidade da medida para detetar stress sistémico. As surpresas de política monetária são identificadas através de variações de alta frequência em instrumentos financeiros nas janelas de comunicação do BCE. Os quatro fatores extraídos captam dimensões distintas da comunicação de política monetária: surpresas imediatas nas taxas (Target), revisões das expectativas de curto prazo (Timing), alterações nas expectativas de médio prazo (Forward Guidance) e informação inesperada relativa a medidas não convencionais (Quantitative Easing). A relação entre estas surpresas e a série de co-volatilidade da área do euro revela um impacto dependente do estado da economia: após 2020, subidas inesperadas das taxas aumentam a co-volatilidade, enquanto sinais positivos de forward guidance a reduzem. Os restantes fatores não apresentam efeitos significativos. A análise confirma ainda que o COVOL da área do euro é sobretudo regional, prevalecendo sobre a influência global.

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Palavras-chave

Covolatility Systemic risk Monetary policy surprises ECB OIS rates Target Timing Forward guidance Quantitative easing Co-volatilidade Risco sistémico Surpresas de política monetária BCE Taxas OIS

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