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Angústia espiritual e envolvimento religioso em pessoas com cancro submetidas a quimioterapia: estudo correlacional

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Introdução: O cancro é a segunda causa de morte em Portugal (Ministério da Saúde, 2018). Afeta todas as dimensões do ser humano, nomeadamente a dimensão espiritual (OMS, 2014). As pessoas com cancro podem ter angústia espiritual (Ordons et al., 2018), mas sabendo que a religião católica é a mais frequente entre os portugueses, parece importante determinar o papel do envolvimento religioso nos doentes que vivenciam angústia espiritual. Objetivo: Avaliar a relação entre a angústia espiritual e o envolvimento religioso em pessoas com cancro submetidas a quimioterapia. Método: Estudo quantitativo, prospetivo correlacional. Como critérios de inclusão considerou-se: pessoas com cancro em quimioterapia em regime ambulatório; saber ler e escrever; e idade igual ou superior a 18 anos. A amostra foi de conveniência, composta por 150 participantes. A recolha de dados decorreu entre julho e outubro de 2018, num hospital no sul de Portugal, através de um questionário que incluía a “Escala de Angústia Espiritual” e a “Escala da Crença para Ação”. Utilizou-se o SPSS versão 21.0 para o tratamento dos dados. Obteve-se a autorização da Comissão de Ética da instituição onde decorreu o estudo. Resultados: Os participantes foram maioritariamente mulheres (64,7%), casados (68,0%) e com a idade média de 59,5 anos. A religião predominante foi a Católica (86,7%), e o cancro da mama (35,3%) e colorretal (26,0%) foram os tipos de cancro predominantes. Verificou-se que 49.3% dos participantes apresentaram scores moderados de angústia espiritual, 44.0% com baixo, e 6,7% elevados. Quanto ao envolvimento religioso o score médio foi de 29,5 o que significa que o envolvimento religioso apresentou valores baixos. Foi estabelecida uma correlação significativa negativa fraca entre a angústia espiritual e o envolvimento religioso (coeficiente de Pearson de 0,3). Conclusão: Contatou-se uma relação negativa entre o envolvimento religioso e a angústia espiritual, apesar de fraca. Estes resultados apontam para a necessidade da englobar as crenças espirituais e religiosas na abordagem holística aos doentes oncológicos, particularmente nos que são religiosos.

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