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Financial distress and interest rate sensitivity in portuguese SMEs

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This dissertation aims to investigate how interest rate fluctuations affect the probability of financial distress among Portuguese small and medium-sized enterprises (SMEs). The research employs a panel data set, consisting of 8,048 Portuguese SMEs from 2007 to 2024, to examine the effects of changes in financing costs, measured by the Portuguese treasury bond yield, on the probability of distress of Portuguese SMEs. Financial distress is measured using Altman’s Z’-score, allowing to distinguish firms depending on their vulnerability level. The empirical analysis applies logistic regression models and tests the moderating roles of leverage, liquidity and industry classification. The findings show the positive and significant relationship between the Portuguese treasury bond yield and the SMEs probability of distress, supporting the argument that tighter financing conditions increase the level of vulnerability of these firms. This relationship is mediated by firm-level characteristics, with leverage presenting a strong positive effect on financial distress risk, while liquidity mitigates this effect. Evidence of sectoral heterogeneity indicates that the impact of interest rate changes differs across industries, reflecting differences in capital intensity and financing dependence. Robustness tests using alternative model specifications, lagged controls and different yield maturities support the consistency of results. The overall implications of these results emphasize that sovereign yield dynamics are an important macro-financial variable influencing SMEs distress in Portugal, reinforcing the importance of financial structure in shaping resilience to monetary tightening.
Esta tese investiga de que forma as flutuações das taxas de juro afetam a probabilidade de dificuldade financeira das pequenas e médias empresas (PMEs) portuguesas. A análise baseia-se num conjunto de dados em painel composto por 8,048 PMEs portuguesas no período entre 2007 e 2024, permitindo avaliar o impacto das variações nos custos de financiamento, medidos pelo rendimento das Obrigações do Tesouro portuguesas, sobre o risco de dificuldade financeira. A dificuldade financeira é medida através do Z’-score de Altman, possibilitando a classificação das empresas de acordo com o seu nível de vulnerabilidade. A metodologia empírica recorre a modelos de regressão logística e analisa os efeitos moderadores do endividamento, da liquidez e da classificação setorial. Os resultados evidenciam uma relação positiva e estatisticamente significativa entre o rendimento das Obrigações do Tesouro e a probabilidade de dificuldade financeira das PMEs, sustentando a ideia de que condições de financiamento mais restritivas aumentam a vulnerabilidade destas empresas. Este efeito é condicionado por características ao nível da empresa, sendo que o endividamento apresenta um impacto positivo relevante no risco de dificuldade financeira, enquanto a liquidez contribui para mitigar esse efeito. Adicionalmente, a evidência de heterogeneidade setorial indica que o impacto das alterações das taxas de juro difere entre indústrias, refletindo diferenças na intensidade de capital e na dependência de financiamento. Testes de robustez com especificações alternativas, controlos defasados e diferentes maturidades das yields confirmam a consistência dos resultados, sublinhando a relevância das yields soberanas como variável macrofinanceira determinante da fragilidade financeira das PMEs em Portugal.

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Palavras-chave

Financial distress SMEs Interest rates Sovereign yields Altman Z’-score Portugal Monetary policy Financial structure Dificuldade financeira PMEs Taxas de juro Obrigações do tesouro Z’-score de Altman Política monetária Estrutura financeira

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