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O sistema das viagens e a rede comercial portuguesa na Ásia oriental

dc.contributor.authorThomaz, Luís Filipe F.R.
dc.date.accessioned2021-04-27T13:52:35Z
dc.date.available2021-04-27T13:52:35Z
dc.date.issued2018
dc.description.abstractO presente artigo procura reagir contra uma tendência ainda latente na historiografia indo-portuguesa: a de confundir a evolução económica do Estado da Índia com as vicissitudes da rota do Cabo, que na realidade eram assaz independentes entre si. A “Carreira da Índia”, pela rota marítima do Cabo da Boa Esperança, era explorada diretamente pela Coroa. Ao invés, as finanças do Estado da Índia assentavam sobretudo nas alfândegas, onde era taxado o comércio conduzido por particulares, cujo rendimento subiu quase constantemente até atingir o apogeu em 1609. Para a prosperidade das alfândegas contribuíam tanto as mercadorias movimentadas pelos mercadores locais como as transacionadas por comerciantes portugueses, as mais das vezes radicados no Oriente como casados. Os dois eixos de maior circulação de mercadorias eram a linha Goa-Malaca-Maluco & Banda e a linha Goa-Malaca-Macau, com uma extensão para o Japão. A sua decadência apenas se precipita com a tomada de Maluco e Malaca pelos holandeses, entre 1605 e 1641, e com a expulsão dos portugueses do Japão, cerca desta derradeira data.pt_PT
dc.description.abstractThe present article endeavours to react against a tendency of the old Indo-Portuguese historiography, which still survives nowadays: the tendency to confuse the economic evolution of the Portuguese Estado da Índia with that of the so-called Carreira da Índia, i. e., the exploitation of trade between Europe and India by the way of the Cape of Good Hope. The latter was mainly exploited by the Crown, and its profits benefited the metropolitan finances. Conversely, the finances of the Estado da Índia lay on the custom-houses. The revenues of the custom-houses, where commerce conducted by private merchants was taxed, almost continuously increased along the 16th century, reaching its peak in 1609. The custom houses benefitted by the commerce of local traders as well as of Portuguese merchants, most of them casados, i. e., Portuguese who married local women and settled in the East. The most profitable lines were that from Goa to the Moluccas and Banda islands, and that from Goa to Malacca and then to Macao, with an extension to Japan. Their decline was precipitated by the conquest by the Dutch of the Moluccas in 1605 and of Malacca in 1641, and by the expulsion of the Portuguese from Japan about this latter date.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.eid85062284258
dc.identifier.issn0874-9671
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/32762
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.subjectRendas fundiáriaspt_PT
dc.subjectConcessões de viagenspt_PT
dc.subjectEstado da Índiapt_PT
dc.subjectRota do Cabopt_PT
dc.subjectAlfândegaspt_PT
dc.subjectComércio regionalpt_PT
dc.subjectCape of Good Hope routept_PT
dc.subjectConcessions of voyagespt_PT
dc.subjectPortuguese Indiapt_PT
dc.subjectRegional commercept_PT
dc.subjectCustomspt_PT
dc.subjectLand-bound rentspt_PT
dc.titleO sistema das viagens e a rede comercial portuguesa na Ásia orientalpt_PT
dc.title.alternativeThe system of travel and the Portuguese commercial network in East Asiapt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage86pt_PT
oaire.citation.startPage53pt_PT
oaire.citation.titleAnais de História de Além-Marpt_PT
oaire.citation.volume19pt_PT
person.familyNameThomaz
person.givenNameLuis
person.identifier.orcid0000-0002-8855-3085
person.identifier.scopus-author-id38261984500
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT
relation.isAuthorOfPublicationa9a871cf-5027-4d6d-a8d8-ff1aa7153d03
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