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Access to modern, reliable electricity remains a core development challenge, particularly in Sub-Saharan Africa. In Rwanda, rapid electrification through grid expansion and off-grid solar has increased coverage, yet affordability continues to limit uptake of solar home systems and larger off-grid systems. This thesis examines how partnerships between microfinance institutions (MFIs) and off-grid solar providers can enable scalable end-user financing for off-grid solar in Rwanda. Using a qualitative Rwanda case study, the analysis combines secondary sources with 23 semi-structured interviews with MFIs, solar companies, regulators, donors, and sector experts. Guided by resource-based, dynamic capabilities, and social-capital perspectives, the findings show that scalable solar finance depends on managing the full customer journey as an integrated system–targeting and acquisition, service and maintenance, repayment routines, and enforcement–rather than treating finance and technology as separate tasks.Scaling requires bundling complementary capabilities across organizations, translating trust and verifiable borrower information into enforceable repayment, and adapting products and routines as conditions change. The thesis specifies a set of mechanisms for scaling, including clear accountability for maintenance and service quality, low-friction digital repayment workflows, performance-gated concessional finance that strengthens durable routines, and alignment of targeting and loan tenors with electrification plans to reduce stranding risk.
O acesso a eletricidade fiável e a preços comportáveis continua a constituir um desafio central do desenvolvimento. No Ruanda, a eletrificação tem avançado com a expansão da rede e com soluções solares fora da rede; contudo, a acessibilidade financeira permanece um entrave à adoção. Esta dissertação analisa de que forma parcerias entre instituições de microfinança (MFIs) e fornecedores solares fora da rede podem viabilizar financiamento escalável para sistemas solares fotovoltaicos.Com base num estudo de caso qualitativo, o trabalho combina fontes secundárias com 23 entrevistas a MFIs, empresas solares, reguladores, doadores e especialistas do setor. Conclui-se que a escalabilidade depende da gestão do percurso do cliente como um sistema integrado –viabilidade da procura, prestação do serviço, rotinas de pagamento e cumprimento – e não do tratamento do financiamento e da tecnologia como funções separadas.A expansão requer a articulação de capacidades complementares e a adaptação contínua de produtos e rotinas operacionais. São identificados seis mecanismos que definem condições-chave para a escalabilidade: criação de valor de uso sob restrições de acessibilidade; responsabilização explícita pela manutenção, dado que falhas técnicas se traduzem em risco de crédito fluxos digitais de pagamento com baixa fricção e responsabilidades claramente definidas; financiamento concessionário condicionado ao desempenho; e alinhamento entre segmentação, prazos de crédito e planeamento da eletrificação, reduzindo o risco de ativos “encalhados”.
O acesso a eletricidade fiável e a preços comportáveis continua a constituir um desafio central do desenvolvimento. No Ruanda, a eletrificação tem avançado com a expansão da rede e com soluções solares fora da rede; contudo, a acessibilidade financeira permanece um entrave à adoção. Esta dissertação analisa de que forma parcerias entre instituições de microfinança (MFIs) e fornecedores solares fora da rede podem viabilizar financiamento escalável para sistemas solares fotovoltaicos.Com base num estudo de caso qualitativo, o trabalho combina fontes secundárias com 23 entrevistas a MFIs, empresas solares, reguladores, doadores e especialistas do setor. Conclui-se que a escalabilidade depende da gestão do percurso do cliente como um sistema integrado –viabilidade da procura, prestação do serviço, rotinas de pagamento e cumprimento – e não do tratamento do financiamento e da tecnologia como funções separadas.A expansão requer a articulação de capacidades complementares e a adaptação contínua de produtos e rotinas operacionais. São identificados seis mecanismos que definem condições-chave para a escalabilidade: criação de valor de uso sob restrições de acessibilidade; responsabilização explícita pela manutenção, dado que falhas técnicas se traduzem em risco de crédito fluxos digitais de pagamento com baixa fricção e responsabilidades claramente definidas; financiamento concessionário condicionado ao desempenho; e alinhamento entre segmentação, prazos de crédito e planeamento da eletrificação, reduzindo o risco de ativos “encalhados”.
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Palavras-chave
Off-grid solar Microfinance Rwanda End-user financing Partnerships Financial inclusion Solar fora da rede Microfinanças Ruanda Financiamento ao utilizador final Parcerias Inclusão financeira
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