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Perturbações de ansiedade na infância – a perceção das crianças e dos pais

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As perturbações de ansiedade estão entre as condições psiquiátricas da infância e adolescência mais comuns, condicionando uma redução do funcionamento global da criança, a nível académico, familiar e social, assim como um risco aumentado para patologias psiquiátricas comórbidas ao longo de toda a sua vida. O objetivo do presente estudo foi comparar a perceção das crianças e dos seus pais em relação à prevalência das perturbações de ansiedade e possíveis fatores associados. A população estudada envolveu todos os alunos do 5º ano de escolaridade do Agrupamento de Escolas Grão Vasco e os respetivos pais. Como instrumentos de medida foram utilizados os questionários SCARED-R, versão para crianças e versão para pais, respetivamente. Foi realizada análise da consistência interna de escalas, estatística descritiva, teste t-Student, teste ANOVA e teste do Qui-quadrado, tendo sido considerados significativos os valores de p<0.05. Verificou-se que, globalmente, as crianças referem níveis de ansiedade superiores àqueles percecionados pelos seus pais, com uma prevalência de 19% segundo as respostas das crianças, mas de apenas 9% segundo a perceção dos pais. De forma geral, não houve relação significativa com a idade, sexo ou nível de desempenho escolar, embora pareça haver uma predominância do sexo masculino e uma relação inversa entre os níveis de ansiedade das crianças e o seu desempenho escolar. Desta forma, consideram-se necessárias medidas psicoeducativas destinadas a aumentar o reconhecimento destas condições por parte dos cuidadores, de maneira a instaurar precocemente o tratamento adequado e reduzir o compromisso funcional associado, a curto e longo prazo.
Anxiety disorders are one of the most common psychiatric conditions of childhood and adolescence, which leads to a reduction on the child’s overall academic, family and social functioning, as well as an increased risk for life-long comorbid psychiatric disorders. The aim of the present study was to compare the perception of children and their parents regarding the prevalence of anxiety disorders and possible associated factors. Our study involved all students of the 5th year of the Grão Vasco School Group and their parents. Each group completed the the SCARED-R questionnaires, version for children and version for parents, respectively. Analysis of the internal consistency of scales, descriptive statistics, Student’s t-test, ANOVA test and Chi-square test were performed, with p<0.05 being considered significant. In general, children reported anxiety levels higher than those perceived by their parents, with a prevalence of 19% according to the children’s responses, but only 9% according to the parents’ perception. Overall, there were no significant differences regarding age, gender or level of school performance, although there seems to be a predominance for males and an inverse relationship between children anxiety levels and their school performance. Thus, psychoeducational measures aimed at increasing caregivers’ recognition of these conditions are needed to promptly establish appropriate treatment and reduce the associated functional impairment in short and long term.

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Palavras-chave

Ansiedade Crianças Pais Anxiety Children Parents

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