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This dissertation examines how rhetorical polarization between political groups in the European Parliament evolved between 2015 and mid-2025. Using a newly constructed corpus of around 160,000 plenary speeches, it combines multilingual sentence embeddings with Mehlhaff’s cluster polarization coefficient (CPC) to measure between-party separation in semantic space, and applies the same framework to large-language-model-based scores of conflict, outgroup tone, and extremity. This yields two complementary views of polarization: what parties talk about and how hostile their rhetoric sounds. The results show that the Parliament is not semantically hyper-polarized. Party labels explain only a small share of variation in speech embeddings, and increases in semantic CPC are concentrated in specific policy domains and crisis moments rather than in a uniform chamber-wide trend. By contrast, CPC in the hostile-rhetoric space is substantially larger: party identity strongly structures the deployment of conflictual and alarmist language, with a stable pro-EU core and more distinctive radical left and radical right flanks. Topic-specific analysis reveals that peaks in both content and tone are closely associated with the refugee crisis, COVID-19, and Russia’s invasion of Ukraine. These spikes remain topic-specific and do not erase a shared semantic ground. Methodologically, the study demonstrates how speech-based CPC and LLM-derived tone measures can be combined to track elite polarization in a multilingual, multiparty legislature.
Esta dissertação analisa como a polarização retórica entre grupos políticos no Parlamento Europeu evoluiu entre 2015 e meados de 2025. Com um corpus recém-construído de cerca de 160.000 discursos em plenário, combina embeddings de frases multilingues com o coeficiente de polarização por clusters (CPC) de Mehlhaff para medir a separação entre partidos no espaço semântico, e aplica o mesmo enquadramento a pontuações, geradas por modelos de linguagem de grande escala (LLMs), de conflito, tom face ao exogrupo e radicalidade. Daqui resultam duas perspetivas: sobre o que os partidos falam e quão hostil soa a sua retórica. Os resultados indicam que o Parlamento não é semanticamente hiperpolarizado. As etiquetas partidárias explicam apenas uma pequena fração da variação nos embeddings, e os aumentos do CPC semântico concentram-se em áreas políticas específicas e em momentos de crise. Em contraste, o CPC no espaço da retórica hostil é muito maior: a identidade partidária estrutura fortemente o uso de linguagem conflituosa e alarmista, com um núcleo pró-UE estável e flancos mais distintivos da esquerda radical e da direita radical. A análise por tópicos mostra que os picos de conteúdo e de tom estão associados à crise dos refugiados, à COVID-19 e à invasão russa da Ucrânia. Estes picos permanecem específicos de certos temas e não eliminam um terreno semântico partilhado. Metodologicamente, o estudo demonstra como combinar CPC baseado em discursos com medidas de tom derivadas de LLMs para acompanhar a polarização das elites numa legislatura multilingue e multipartidária.
Esta dissertação analisa como a polarização retórica entre grupos políticos no Parlamento Europeu evoluiu entre 2015 e meados de 2025. Com um corpus recém-construído de cerca de 160.000 discursos em plenário, combina embeddings de frases multilingues com o coeficiente de polarização por clusters (CPC) de Mehlhaff para medir a separação entre partidos no espaço semântico, e aplica o mesmo enquadramento a pontuações, geradas por modelos de linguagem de grande escala (LLMs), de conflito, tom face ao exogrupo e radicalidade. Daqui resultam duas perspetivas: sobre o que os partidos falam e quão hostil soa a sua retórica. Os resultados indicam que o Parlamento não é semanticamente hiperpolarizado. As etiquetas partidárias explicam apenas uma pequena fração da variação nos embeddings, e os aumentos do CPC semântico concentram-se em áreas políticas específicas e em momentos de crise. Em contraste, o CPC no espaço da retórica hostil é muito maior: a identidade partidária estrutura fortemente o uso de linguagem conflituosa e alarmista, com um núcleo pró-UE estável e flancos mais distintivos da esquerda radical e da direita radical. A análise por tópicos mostra que os picos de conteúdo e de tom estão associados à crise dos refugiados, à COVID-19 e à invasão russa da Ucrânia. Estes picos permanecem específicos de certos temas e não eliminam um terreno semântico partilhado. Metodologicamente, o estudo demonstra como combinar CPC baseado em discursos com medidas de tom derivadas de LLMs para acompanhar a polarização das elites numa legislatura multilingue e multipartidária.
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Palavras-chave
European parliament Rhetorical polarization Hostile rhetoric Cluster polarization coefficient (CPC) Text-as-data Large language models Plenary speeches Crisis politics
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