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Crisis as an opportunity : reimagining a family business through circular economy practices - a case study on strategic choice in a changing industry

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This case analyses the dilemma faced by J. Gomes LDA, a Portuguese family-owned textile recycling company, and the difficult choices it faced after a fire that destroyed its factory in January 2022. Founded in the year of 1976 and deeply connected to Covilhã’s textile tradition, J. Gomes have been strengthening its activity on turning textile waste into recycled yarn, long before circular economy became a widely used concept.Nearly four years after the fire, the factory had been rebuilt, machines were running again, and the company had survived without losing any employees nor clients. Yet, survival did not bring clarity. As Rui and Catarina Gomes looked at the company they had reconstructed, they realised that the world that surrounded it had continued to change and was almost unrecognizable. Regulation had tightened, clients demanded traceability and certifications, and competition had intensified. All while margins remained under pressure.Set in December 2025, the case places Rui and Catarina at a moment of needed deep reflection. Should J. Gomes continue to operate as it always had, relying on experience and practical knowledge? Or should it take an ambitious step toward technological and organisational modernisation, at a cost of changing its routines, roles, and part of what defined the company’s identity?With no clear family successor and limited financial room for error, each option carried risks. The case invites readers to reflect on how small and family-owned firms navigate topics such as disruption and change, while trying not to lose themselves in the process.
Este caso analisa o dilema enfrentado pela J. Gomes LDA, uma empresa familiar portuguesa de reciclagem têxtil, e as escolhas difíceis que enfrentou após um incêndio que destruiu a sua fábrica em janeiro de 2022. Fundada em 1976 e ligada à tradição têxtil da Covilhã, a J. Gomes fortaleceu a sua atividade na transformação de resíduos têxteis em fio reciclado, antes de a economia circular ser um conceito amplamente utilizado.Quase quatro anos após o incêndio, a fábrica foi reconstruída, as máquinas voltaram a funcionar e a empresa sobreviveu sem perder colaboradores ou clientes. No entanto, a sobrevivência não trouxe clareza. À medida que Rui e Catarina Gomes observavam a empresa reconstruída, aperceberam-se de que o mundo à sua volta mudou e tornara-se quase irreconhecível. A regulamentação tornou-se mais exigente, os clientes solicitam rastreabilidade e certificações, e a concorrência intensificou-se. Tudo isto num contexto em que as margens continuavam sobpressão.Situado em dezembro de 2025, o caso coloca Rui e Catarina perante um momento de profunda reflexão. Deverá a J. Gomes continuar a operar como sempre, confiando na experiência e no conhecimento prático? Ou deverá dar um passo ambicioso em direção à modernização tecnológica e organizacional, ao custo de alterar rotinas, funções e parte daquilo que definia a identidade da empresa?Sem um sucessor claro e com pouca margem financeira, cada opção comporta riscos. O caso convida o leitor a refletir sobre como pequenas empresas familiares lidam com temas comodisrupção e mudança, procurando não se perderem no processo.

Descrição

Palavras-chave

Case-study Family business Circular economy Textile recycling Post crisis reconstruction Strategic decision-making SMEs sustainability Industrial modernization Estudo de caso Empresa familiar Economia circular Reciclagem têxtil Reconstrução pós-crise Tomada de decisão estratégica Sustentabilidade das PME Modernização industrial

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