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The COVID-19 pandemic triggered an unprecedented shock that hit the global economy on both the supply and demand side simultaneously, leaving no region unaffected. The automotive industry, characterized by just-in-time production, high fixed costs, and deep globalinterdependencies, was among the most structurally exposed sectors. This case study examines how Mercedes-Benz, one of the world's leading premium automobile manufacturers, navigated the COVID-19 crisis through immediate operational responses and strategic adaptation measures. To analyse the company's crisis response, the frameworks of SWOT, PESTEL, Dynamic Capabilities, and Organisational Resilience are applied. The analysis reveals a coherent two-phase crisis response, beginning with an acute stabilisation phase and transitioning into a structural transformation phase as the crisis persisted. The main findings indicate that the combination of just-in-time production and constrained financial flexibility represented the most critical strategic vulnerability exposed by the pandemic. At the same time, the crisis accelerated pre-existing transformation processes, particularly in electrification, digital sales, and supply chain resilience, ultimately leading Mercedes-Benz to emerge structurally repositioned rather than merely recovered. The study provides valuable insights into how globally operating companies can navigate systemic crises. In doing so, it highlights the critical role of dynamic capabilities and organisational resilience in sustaining competitive advantage under extreme uncertainty.
A pandemia de COVID-19 desencadeou um choque sem precedentes que atingiu a economia global pelo lado da oferta e da procura, sem que nenhuma região ficasse ilesa. A indústria automóvel, caracterizada pela produção just-in-time, pelos elevados custos fixos e pelas profundas interdependências globais, foi um dos setores mais expostos. Este estudo de caso examina como a Mercedes-Benz enfrentou a crise do COVID-19 através de respostas operacionais imediatas e de medidas de adaptação estratégica. Para analisar a resposta da empresa, são aplicados os modelos SWOT, PESTEL, Capacidades Dinâmicas e Resiliência Organizacional. A análise revela uma resposta em duas fases, começando com uma fase de estabilização aguda e transitando para uma fase de transformação estrutural à medida que a crise se prolongava. As principais conclusões indicam que a combinação da produção just-in-time com a flexibilidade financeira limitada representou a vulnerabilidade estratégica mais crítica exposta pela pandemia. Ao mesmo tempo, a crise acelerou transformações já em curso, nomeadamente na eletrificação, nas vendas digitais e na resiliência das cadeias de abastecimento, levando a Mercedes-Benz a emergir estruturalmente reposicionada, em vez de meramente recuperada. O estudo fornece contributos sobre como empresas com operações globais podem enfrentar crises sistémicas, destacando o papel das capacidades dinâmicas e da resiliência organizacional na manutenção de vantagens competitivas em contextos de incerteza extrema.
A pandemia de COVID-19 desencadeou um choque sem precedentes que atingiu a economia global pelo lado da oferta e da procura, sem que nenhuma região ficasse ilesa. A indústria automóvel, caracterizada pela produção just-in-time, pelos elevados custos fixos e pelas profundas interdependências globais, foi um dos setores mais expostos. Este estudo de caso examina como a Mercedes-Benz enfrentou a crise do COVID-19 através de respostas operacionais imediatas e de medidas de adaptação estratégica. Para analisar a resposta da empresa, são aplicados os modelos SWOT, PESTEL, Capacidades Dinâmicas e Resiliência Organizacional. A análise revela uma resposta em duas fases, começando com uma fase de estabilização aguda e transitando para uma fase de transformação estrutural à medida que a crise se prolongava. As principais conclusões indicam que a combinação da produção just-in-time com a flexibilidade financeira limitada representou a vulnerabilidade estratégica mais crítica exposta pela pandemia. Ao mesmo tempo, a crise acelerou transformações já em curso, nomeadamente na eletrificação, nas vendas digitais e na resiliência das cadeias de abastecimento, levando a Mercedes-Benz a emergir estruturalmente reposicionada, em vez de meramente recuperada. O estudo fornece contributos sobre como empresas com operações globais podem enfrentar crises sistémicas, destacando o papel das capacidades dinâmicas e da resiliência organizacional na manutenção de vantagens competitivas em contextos de incerteza extrema.
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Palavras-chave
Crisis management Strategic adaptation Dynamic capabilities Organisational resilience Mercedes-Benz Covid-19 Automotive industry Gestão de crises Adaptação estratégica Capacidades dinâmicas Resiliência organizacional Indústria automóvel
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