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Last-mile logistics represents the most expensive and most uncertain segment of the supply chain, shaped by urbanisation, shifting consumer behaviour, regulatory pressure, and sustainability mandates. Despite growing evidence that strategic foresight generates measurable performance advantages, these two bodies of literature remain largely disconnected. This study addresses that gap through a qualitative comparative research design, drawing on 15 semi-structured expert interviews with senior practitioners across the EMEA region. Two groups are compared: Amazon's Pickup and Return Points (PARP) operations (n=6) and the broader LML industry (n=9). Interview transcripts were coded against the UN Strategic Foresight Guide (2023) and mapped onto Rohrbeck and Kum's (2018) process capability framework of perceiving, prospecting, and probing.The findings reveal that SF practices are present at maturity in both groups but are embedded in operational vocabularies rather than formal foresight terminology. None of the 15 respondents used academic foresight language spontaneously, yet all confirmed the practice when described in operational terms. Amazon's foresight practices are not systematically narrower than those of the broader industry; the distinction lies in depth versus breadth rather than presence versus absence. Probing emerges as the weakest capability across both groups.
A logística de última milha representa o segmento mais caro, menos eficiente e mais incerto da cadeia de abastecimento, sendo moldada pela urbanização, alterações no comportamento dos consumidores, pressão regulatória e exigências de sustentabilidade. Apesar da evidência crescente de que a prospetiva estratégica gera vantagens de desempenho mensuráveis, estas duas áreas da literatura permanecem largamente desconectadas. Este estudo procura colmatar essa lacuna através de um desenho de investigação qualitativa comparativa, com base em 15 entrevistas semiestruturadas a especialistas seniores na região EMEA. São comparados dois grupos: as operações de Pontos de Recolha e Devolução (PARP) da Amazon (n=6) e o setor mais alargado da logística de última milha (n=9). As transcrições das entrevistas foram codificadas de acordo com o Guia de Prospetiva Estratégica das Nações Unidas (2023) e mapeadas no quadro de capacidades de processo de Rohrbeck e Kum (2018), que inclui perceção, prospeção e experimentação.Os resultados revelam que as práticas de prospetiva estratégica estão presentes com um nível de maturidade em ambos os grupos, mas encontram-se integradas em vocabulários operacionais, em vez de utilizarem terminologia formal de prospetiva. Nenhum dos 15 participantes utilizou espontaneamente linguagem académica de prospetiva, embora todos tenham confirmado a prática quando descrita em termos operacionais. As práticas de prospetiva da Amazon não são sistematicamente mais limitadas do que as do setor em geral; a diferença reside na profundidade versus amplitude, e não na sua presença ou ausência. A experimentação surge como a capacidade mais fraca em ambos os grupos.
A logística de última milha representa o segmento mais caro, menos eficiente e mais incerto da cadeia de abastecimento, sendo moldada pela urbanização, alterações no comportamento dos consumidores, pressão regulatória e exigências de sustentabilidade. Apesar da evidência crescente de que a prospetiva estratégica gera vantagens de desempenho mensuráveis, estas duas áreas da literatura permanecem largamente desconectadas. Este estudo procura colmatar essa lacuna através de um desenho de investigação qualitativa comparativa, com base em 15 entrevistas semiestruturadas a especialistas seniores na região EMEA. São comparados dois grupos: as operações de Pontos de Recolha e Devolução (PARP) da Amazon (n=6) e o setor mais alargado da logística de última milha (n=9). As transcrições das entrevistas foram codificadas de acordo com o Guia de Prospetiva Estratégica das Nações Unidas (2023) e mapeadas no quadro de capacidades de processo de Rohrbeck e Kum (2018), que inclui perceção, prospeção e experimentação.Os resultados revelam que as práticas de prospetiva estratégica estão presentes com um nível de maturidade em ambos os grupos, mas encontram-se integradas em vocabulários operacionais, em vez de utilizarem terminologia formal de prospetiva. Nenhum dos 15 participantes utilizou espontaneamente linguagem académica de prospetiva, embora todos tenham confirmado a prática quando descrita em termos operacionais. As práticas de prospetiva da Amazon não são sistematicamente mais limitadas do que as do setor em geral; a diferença reside na profundidade versus amplitude, e não na sua presença ou ausência. A experimentação surge como a capacidade mais fraca em ambos os grupos.
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Palavras-chave
Strategic foresight Last-mile logistics Corporate foresight Amazon Out-of-home delivery Pickup and return points Parcel lockers Dynamic capabilitie Prospetiva estratégica Logística de última milha Prospetiva corporativa Entrega fora do domicílio Pontos de recolha e devolução Cacifos de encomendas Capacidades dinâmicas
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