| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.03 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Parenthood is a central moment at which gender inequality widens, yet little is known about whether household adjustments differ by child gender. This thesis asks whether couples adjust differently to first birth depending on whether their first child is a daughter or a son. Using longitudinal data from the German Socio-Economic Panel (SOEP), the analysis compares 3,188 stable partnered native couples, observed in 7,928 couple-year observations, by first-born child’s sex around first birth. The results show a specific but meaningful first-daughter effect. In the preferred controlled specification, we estimate that mothers of first-born sons reduce paid work by about 1.7 hours per week more after birth than mothers of first-born daughters. Relative to first-daughter couples, first-son couples show a 12 percentage point larger reduction in the female share of working hours and a 0.18 index point greater increase in specialization. While this suggests that parenting a daughter triggers less specialization than parenting a son,we do not interpret it as a broad egalitarian shift. Fathers of daughters do not take over substantially more housework or childcare. Mechanism analysis points away from broad norm updating. Political ideology and maternal-employment attitudes show little systematic movement by first-born sex. Instead, childcare concerns and grand parental support better account for the observed paid-work pattern. The findings suggest that preserving maternal labour-force participation after childbirth requires policy to reduce practical constraints on parents, especially through reliable childcare, support for combining work and care, and stronger incentives for fathers’ unpaid care involvement.
A parentalidade é um momento central em que as desigualdades de género se ampliam, mas ainda se sabe pouco sobre se os ajustamentos dos casais diferem consoante o género da criança. Esta tese analisa se as respostas ao primeiro nascimento variam dependendo de o primeiro filho ser uma filha ou um filho. Com dados longitudinais do German Socio-Economic Panel (SOEP), a análise compara 3.188 casais nativos estáveis, observados em 7.928 observações casal-ano.Os resultados mostram um efeito específico, mas relevante, de ter uma primeira filha. Na especificação controlada preferida, as mães de primeiros filhos homens reduzem o trabalho remunerado em cerca de 1,7 horas por semana a mais após o nascimento do que as mães de primeiras filhas. Em comparação com casais comprimeira filha, os casais com primeiro filho apresentam uma redução 12 pontos percentuais maior na quota feminina das horas de trabalho remunerado e um aumento 0,18 pontos maior no índice de especialização. Isto indica que casais com primeira filha se deslocam menos para uma especialização tradicional. No entanto, o resultado não reflete uma mudança igualitária ampla: os pais de filhas não assumem substancialmente mais trabalho doméstico ou cuidado infantil. As análises de mecanismos oferecem pouco apoio à hipótese de atualização ampla de normas. A ideologia política e as atitudes face ao emprego materno não apresentam diferenças sistemáticas por género do primeiro filho. Em vez disso, preocupações com cuidados infantis e apoio dos avós parecem mais relevantes para explicar o padrão no trabalho remunerado.
A parentalidade é um momento central em que as desigualdades de género se ampliam, mas ainda se sabe pouco sobre se os ajustamentos dos casais diferem consoante o género da criança. Esta tese analisa se as respostas ao primeiro nascimento variam dependendo de o primeiro filho ser uma filha ou um filho. Com dados longitudinais do German Socio-Economic Panel (SOEP), a análise compara 3.188 casais nativos estáveis, observados em 7.928 observações casal-ano.Os resultados mostram um efeito específico, mas relevante, de ter uma primeira filha. Na especificação controlada preferida, as mães de primeiros filhos homens reduzem o trabalho remunerado em cerca de 1,7 horas por semana a mais após o nascimento do que as mães de primeiras filhas. Em comparação com casais comprimeira filha, os casais com primeiro filho apresentam uma redução 12 pontos percentuais maior na quota feminina das horas de trabalho remunerado e um aumento 0,18 pontos maior no índice de especialização. Isto indica que casais com primeira filha se deslocam menos para uma especialização tradicional. No entanto, o resultado não reflete uma mudança igualitária ampla: os pais de filhas não assumem substancialmente mais trabalho doméstico ou cuidado infantil. As análises de mecanismos oferecem pouco apoio à hipótese de atualização ampla de normas. A ideologia política e as atitudes face ao emprego materno não apresentam diferenças sistemáticas por género do primeiro filho. Em vez disso, preocupações com cuidados infantis e apoio dos avós parecem mais relevantes para explicar o padrão no trabalho remunerado.
Descrição
Palavras-chave
Child penalty First daughters Household specialization Maternal labour supply Childcare constraints SOEP Germany Penalização da maternidade Primeiras filhas Especialização doméstica Oferta de trabalho materna Restrições de cuidados infantis Alemanha
Contexto Educativo
Citação
Editora
Licença CC
Sem licença CC
