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Orientador(es)
Resumo(s)
This thesis studies how household financial characteristics influence the behavioural risks associated with bank deposit stability under the Interest Rate Risk in the Banking Book (IRRBB) framework. Traditional behavioural assumptions for non-maturity deposits often rely on historical patterns or experts’ decisions. This research provides an empirical basis for modelling depositor behaviour. Using the 2021 wave of the Household Finance and Consumption Survey (HFCS), two models are estimated. The first predicts the probability that a household experiences a liquidity problem under adverse conditions. The second estimates, conditional on distress, the probability that households rely on deposit drawdowns rather than credit. These predictions are aggregated across relevant demographic and economic groups to produce behavioural run-off indicators for IRRBB. The results show that liquidity pressure is more prevalent among lower-income households, those with higher debt-service ratios and those with weaker links to the labour market. On the other hand, households with greater liquidity buffers and higher wealth are more likely to use deposits when shocks occur, resulting in differentiated run-off risk across segments. The findings highlight the value of incorporating microdata into deposit modelling practices and suggest that behavioural run-off risk is shaped by both the likelihood of households entering distress and their financial adjustment path once stress happens. This empirical evidence can support more informed calibration of behavioural assumptions for IRRBB stress testing and risk management.
Este trabalho analisa a forma como as características financeiras das famílias influenciam o risco comportamental associado aos depósitos bancários no contexto do Interest Rate Risk in Banking Book (IRRBB). Constata-se que os modelos tradicionais de estabilidade dos depósitos dependem, em larga medida, de pressupostos históricos ou de decisões discricionárias. Assim, este estudo procura fornecer uma base empírica fundamentada para a calibração de pressupostos comportamentais. Utilizando dados de 2021 do Inquérito à Situação Financeira das Famílias (HFCS), estimaramse dois modelos. Um para a probabilidade de uma família enfrentar restrições de liquidez e, condicionalmente, um segundo modelo para a probabilidade de recorrer ao levantamento de depósitos em detrimento da utilização de crédito. As probabilidades previstas são agregadas em indicadores de saídas de depósitos por segmentos económicos e demográficos relevantes para o IRRBB. Os resultados demonstram que o risco de liquidez é maior em famílias com rendimentos reduzidos, rácios de dívida elevados ou emprego mais instável. Por outro lado, famílias com maiores reservas de liquidez e riqueza recorrem mais frequentemente à utilização de depósitos quando enfrentam choques financeiros. Estes padrões resultam na concentração do risco comportamental de saídas de depósitos em segmentos específicos. O estudo evidencia o valor na incorporação de dados microeconómicos no processo de modelização de depósitos e sugere que a compreensão das vulnerabilidades das famílias pode reforçar a gestão do IRRBB, reconhecendo que o risco comportamental é determinado simultaneamente pela probabilidade de stress e pela forma de ajuste financeiro.
Este trabalho analisa a forma como as características financeiras das famílias influenciam o risco comportamental associado aos depósitos bancários no contexto do Interest Rate Risk in Banking Book (IRRBB). Constata-se que os modelos tradicionais de estabilidade dos depósitos dependem, em larga medida, de pressupostos históricos ou de decisões discricionárias. Assim, este estudo procura fornecer uma base empírica fundamentada para a calibração de pressupostos comportamentais. Utilizando dados de 2021 do Inquérito à Situação Financeira das Famílias (HFCS), estimaramse dois modelos. Um para a probabilidade de uma família enfrentar restrições de liquidez e, condicionalmente, um segundo modelo para a probabilidade de recorrer ao levantamento de depósitos em detrimento da utilização de crédito. As probabilidades previstas são agregadas em indicadores de saídas de depósitos por segmentos económicos e demográficos relevantes para o IRRBB. Os resultados demonstram que o risco de liquidez é maior em famílias com rendimentos reduzidos, rácios de dívida elevados ou emprego mais instável. Por outro lado, famílias com maiores reservas de liquidez e riqueza recorrem mais frequentemente à utilização de depósitos quando enfrentam choques financeiros. Estes padrões resultam na concentração do risco comportamental de saídas de depósitos em segmentos específicos. O estudo evidencia o valor na incorporação de dados microeconómicos no processo de modelização de depósitos e sugere que a compreensão das vulnerabilidades das famílias pode reforçar a gestão do IRRBB, reconhecendo que o risco comportamental é determinado simultaneamente pela probabilidade de stress e pela forma de ajuste financeiro.
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Palavras-chave
IRRBB HFCS Deposit behaviour Household finance Liquidity risk Depósitos Finanças das famílias Risco de liquidez
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