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Publicação

Bispos autóctones em contexto do colonialismo português: questão de soberania política e de autonomia eclesial (1962-1970)

dc.contributor.authorPereira, João Francisco
dc.date.accessioned2026-02-18T12:17:28Z
dc.date.available2026-02-18T12:17:28Z
dc.date.issued2025-01-01
dc.description.abstractAs relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé durante os anos 60, foram marcadas por vários acontecimentos. O prolongado exílio de D. António Ferreira Gomes, o Segundo Concílio do Vaticano e a vinda do Papa Paulo VI a Fátima são alguns exemplos com maiores repercussões. Ainda assim, parte substancial da documentação presente no Arquivo Histórico Diplomático sobre estas relações mostra que a questão ultramarina era um tópico que absorvia grande parte da atenção na relação entre os dois estados. É nesse contexto que, discretamente, mas com alguma insistência, se vai colocar a questão da nomeação de bispos negros para dioceses portuguesas nos territórios ultramarinos. Desde o período conciliar, a Santa Sé vai pressionar o governo português a aceitar a nomeação de bispos autóctones. O governo resistirá, considerando que tal significaria a criação de indesejadas lideranças locais, para mais em tempo de guerra. Esta nota de investigação pretende mostrar a argumentação de parte a parte durante quase uma década que acabou com a nomeação de um bispo-auxiliar negro para a diocese de Luanda.por
dc.description.abstractDiplomatic relations between Portugal and the Holy See during the 1960s were marked by several events. The prolonged exile of D. António Ferreira Gomes, the Second Vatican Council and the visit of Pope Paul VI to Fátima are some of the best known examples. Even so, a substantial part of the documentation present in the Diplomatic Historical Archive on these relations shows that the Ultramar issue was a topic that absorbed much of the attention in the relationship between the two states. It is in this context that, discreetly but with some insistence, the question of appointing black bishops to Portuguese dioceses in Ultramar territories will be raised. Since the conciliar period, the Holy See has pressured the Portuguese government to accept the appointment of indigenous bishops. The government resisted, considering that this would mean the creation of unwanted local leadership, especially in times of war. This research note aims to show the arguments made by both parties for almost a decade that ended with the appointment of a black auxiliary bishop for the diocese of Luanda.eng
dc.identifier.citationPereira, J. F. (2025). Bispos autóctones em contexto do colonialismo português: questão de soberania política e de autonomia eclesial (1962-1970). Lusitania Sacra, 51, 167-174. https://doi.org/10.34632/lusitaniasacra.2025.15897
dc.identifier.doi10.34632/lusitaniasacra.2025.15897
dc.identifier.issn0076-1508
dc.identifier.other203d6f2b-9349-48a4-ab58-0b4c6d0cf8bb
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.14/57103
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectCatholic church
dc.subjectColonialism
dc.subjectColonialismo
dc.subjectDiplomatic relations Portugal-holy see
dc.subjectEstado novo
dc.subjectIgreja católica
dc.subjectRelações diplomáticas Portugal-santa sé
dc.subjectUltramar
dc.titleBispos autóctones em contexto do colonialismo português: questão de soberania política e de autonomia eclesial (1962-1970)por
dc.typeresearch article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage174
oaire.citation.startPage167
oaire.citation.titleLusitania Sacra
oaire.citation.volume51
oaire.versionhttp://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85

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