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Digital sovereignty and trust in european public services : a mixed-methods study on the adoption of sovereign cloud infrastructure

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The pursuit of “Digital Sovereignty” has evolved from a regulatory preference to aconstitutional necessity for European states, driven by geopolitical instability and the legal risks of extraterritorial surveillance. To maintain legitimacy, public administrations must navigate a critical trade-off: securing jurisdictional immunity for data while delivering the seamless, high-performance digital services citizens expect. However, current strategies often rely on a compliance-first approach that risks degrading service utility. This study employed a mixed-methods approach, including 12 expert interviews and a survey of 242 European citizens, to investigate the drivers of Sovereign Cloud adoption. The findings revealed a “Sovereignty Paradox”: perceived sovereignty drives institutional trust but is insufficient to drive adoption. The results also identified an “Orchestration Gap,” where the state possesses the legal asset of sovereignty but lacks the dynamic capability to deploy it effectively. Consequently, citizens perceive a “Sovereignty Tax,” a trade-off in which increased security comes at the expense of lower performance. The study concluded that for the state to resolve this dilemma, sovereignty must be redefined from a static legal status to a dynamic operational capability, ensuring that digital independence does not come at the cost of public value.
A procura pela soberania digital evoluiu de uma preferência regulatória para uma necessidade constitucional para os Estados europeus, impulsionada pela instabilidade geopolítica e pelos riscos legais de vigilância extraterritorial. Para manter a legitimidade, as administrações públicas devem gerir um compromisso crítico: garantir a imunidade jurisdicional dos dados e, simultaneamente, oferecer os serviços digitais de alto desempenho que os cidadãos esperam. No entanto, as estratégias atuais baseiam-se frequentemente numa abordagem de estrita conformidade, o que corre o risco de degradar a utilidade do serviço. Este estudo adota uma abordagem de métodos mistos, com 12 entrevistas a especialistas e um inquérito a 242 cidadãos europeus, para investigar os fatores que impulsionam a adoção da nuvem soberana. Os resultados revelam um “Paradoxo da Soberania”: embora a soberania percebida aumente significativamente a confiança institucional, por si só ela é insuficiente para garantir a adoção. O estudo identifica uma “Lacuna de Orquestração”, em que o Estado possui o ativo legal da soberania, mas carece da capacidade dinâmica para implementá-la eficazmente. Consequentemente, os cidadãos percecionam uma “Taxa de Soberania”, um compromisso no qual o aumento da segurança resulta em menor desempenho. O estudo conclui que, para resolver este dilema, a soberania deve ser redefinida de um estatuto legal estático para uma capacidade operacional dinâmica, garantindo que a independência digital não seja alcançada à custa do valor público.

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Palavras-chave

Digital sovereignty Cloud computing Public administration Trust Technology adoption Dynamic capabilities Resource-based theory Soberania digital Computação em nuvem Administração pública Confiança Adoção tecnológica Capacidades dinâmicas Teoria baseada em recursos

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