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Resumo(s)
The automotive industry is transforming fundamentally. Electrification, autonomous driving, connectivity, and digitalization are leaving the industry with structural characteristics traditionally associated with high-tech industries, including distributed knowledge, rapid innovation cycles, and high technological uncertainty. Under such conditions, firms in high-tech industries increasingly prefer strategic alliances over acquisitions. Whether this logic also applies to the transforming automotive industry has hardly been investigated to date.This study closes this gap by deriving a five-dimensional governance framework from existing literature and applying it to two contrasting cases. The central research question is: Under what conditions do incumbent automotive firms prioritize collaboration over ownership when building critical capabilities, and how can this choice be explained through an integrated governance framework? The study follows a qualitative, theory-driven approach based on secondary data.The framework is applied to the strategic alliance between Mercedes-Benz and NVIDIA and General Motors’ acquisition of Cruise. In the first case, all five dimensions consistently point to an alliance as the rational form of governance, aligning with the actual decision. A slight majority also favored an alliance in the second case, yet GM opted for an acquisition. The decisive factor was GM’s subjective perception of Cruise’s knowledge as unique, outweighing the structural signals from the other dimensions. Its subsequent failure retrospectively confirms the framework's predictive logic.The study demonstrates that not all dimensions are weighted equally and that subjective perception can override structural signals. Influential internal strategic considerations cannot be fully captured by a framework based on secondary data.
A indústria automóvel atravessa uma transformação fundamental. Eletrificação, condução autónoma, conectividade e digitalização conferem ao setor características de indústrias de alta tecnologia, como conhecimento distribuído, ciclos de inovação rápidos e elevada incerteza tecnológica. Nessas condições, as empresas tecnológicas tendem a preferir alianças em vez de aquisições, mas a sua aplicação à indústria automóvel permanece pouco explorada.Este estudo colmata essa lacuna ao desenvolver um quadro de governança de cinco dimensões e aplicá-lo a dois casos contrastantes. A questão central é: em que condições as empresas automóveis incumbentes priorizam a colaboração em detrimento da propriedade na construção de capacidades críticas?O estudo adota uma abordagem qualitativa baseada em dados secundários. O quadro aplica-se à aliança entre Mercedes-Benz e NVIDIA e à aquisição da Cruise pela General Motors. No primeiro caso, as cinco dimensões favorecem uma aliança, em linha com a decisão real. No segundo, uma ligeira maioria também apontava para uma aliança, mas a GM optou pela aquisição. O fator decisivo foi a perceção da GM de que o conhecimento da Cruise era único e sobrepunha-se aos sinais estruturais. O fracasso posterior confirma, retrospetivamente, a lógica preditiva do quadro.O estudo demonstra que as dimensões não têm o mesmo peso e que as perceções subjetivas podem sobrepor-se aos sinais estruturais. Considerações estratégicas internas não são plenamente captadas por um quadro baseado em dados secundários.
A indústria automóvel atravessa uma transformação fundamental. Eletrificação, condução autónoma, conectividade e digitalização conferem ao setor características de indústrias de alta tecnologia, como conhecimento distribuído, ciclos de inovação rápidos e elevada incerteza tecnológica. Nessas condições, as empresas tecnológicas tendem a preferir alianças em vez de aquisições, mas a sua aplicação à indústria automóvel permanece pouco explorada.Este estudo colmata essa lacuna ao desenvolver um quadro de governança de cinco dimensões e aplicá-lo a dois casos contrastantes. A questão central é: em que condições as empresas automóveis incumbentes priorizam a colaboração em detrimento da propriedade na construção de capacidades críticas?O estudo adota uma abordagem qualitativa baseada em dados secundários. O quadro aplica-se à aliança entre Mercedes-Benz e NVIDIA e à aquisição da Cruise pela General Motors. No primeiro caso, as cinco dimensões favorecem uma aliança, em linha com a decisão real. No segundo, uma ligeira maioria também apontava para uma aliança, mas a GM optou pela aquisição. O fator decisivo foi a perceção da GM de que o conhecimento da Cruise era único e sobrepunha-se aos sinais estruturais. O fracasso posterior confirma, retrospetivamente, a lógica preditiva do quadro.O estudo demonstra que as dimensões não têm o mesmo peso e que as perceções subjetivas podem sobrepor-se aos sinais estruturais. Considerações estratégicas internas não são plenamente captadas por um quadro baseado em dados secundários.
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Palavras-chave
Strategic alliances Acquisitions Governance choice Automotive industry transformation Knowledge distribution Uncertainty Governance framework Alianças Aquisições Opções de governação Transformação da indústria automóvel Difusão do conhecimento Incerteza Quadro de governação
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