Neste ensaio, estuda-se a ascendência do conceito de “religiões de salvação”, descobrindo as continuidades e descontinuidades que caracterizam essa herança. Demonstra-se que este conceito não é uma forma de classificação das religiões. É, sobretudo, um instrumento teórico para compreender a natureza da eficácia do símbolo religioso. A apresentação de dois contextos socioculturais diversos – em África e no Atlântico norte – comprovam a plasticidade própria das práticas e doutrinas de salvação.