Instituto de Ciências da Saúde
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- Avaliação do desempenho clínico de restaurações cervicais de lesões não-cariosas em dentes com e sem desgaste oclusal efetuadas por alunos do MIMD da UCPPublication . Ermida, Edgar Cavalheiro; Capelas, António Manuel Guerra; Barros, Vânia AlvesIntrodução: As lesões cervicais não-cariosas correspondem à perda da estrutura dentária, relacionada com processos não-cariosos. Apesar de etiologia questionável na literatura, são atribuídas a um conjunto de fatores que geralmente surgem combinados e que podem agir em sinergismo. Considera-se que a abrasão, a abfração e a erosão têm papéis fundamentais na origem destas alterações. Como principais formas de tratamento surgem os cimentos de ionómero de vidro e as resinas compostas com os sistemas adesivos associados. No entanto, estes tratamentos restauradores não demonstram eficácia a longo prazo, devido não só às características destas lesões, mas também às propriedades dos próprios materiais. Objetivos: Este estudo pretende avaliar o desempenho clínico das restaurações em lesões cervicais não-cariosas, utilizando compósito e ionómero de vidro no que diz respeito ao desempenho estético, funcional e biológico e sua associação com a presença ou ausência de desgaste oclusal. Materiais e Métodos: Foram restaurados 32 dentes vitais com lesões cervicais não-cariosas em dentes com e sem desgaste oclusal, com uma resina composta nanohíbrida (Synergy D6 (Coltene®)) e um cimento de ionómero de vidro convencional (Ketac™Fil Plus Aplicap™ (3M ESPE)), aleatoriamente. Avaliações iniciais e após 3 meses foram efetuadas com recurso aos critérios da USPHS. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo teste Wilcoxon. Resultados: Foram perdidas 6 restaurações após 3 meses. Os resultados, segundo as classificações Alfa, para o compósito e para o ionómero de vidro foram, respetivamente: retenção (100%; 83.3%), descoloração marginal (85.7%; 75%), adaptação marginal (50%; 58.3%), desgaste (92.9%; 75%), sensibilidade pós-operatória (71.4%; 83.3%) e cárie secundária (100%; 100%). Analisando a presença/ausência de desgaste oclusal, verificamos que o desempenho dos materiais foi semelhante, não se registando influência significativa desta característica nos resultados. Conclusão: Ambos os materiais apresentaram comportamentos semelhantes, porém, de uma forma geral, o cimento de ionómero de vidro registou perdas de qualidade ligeiramente superiores.
