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- Comparing ex vivo human blood model with in vitro mammals blood models for phenotypic characterization of Staphylococcus EpidermidisPublication . Teixeira, Helena Sofia Pereira; França, Ângela Maria Oliveira de Sousa; Cerca, Nuno Miguel DiasStaphylococcus epidermidis é uma bactéria comensal presente na pele e nas membranas mucosas humanas. Através da implantação de dispositivos médicos esta pode entrar na corrente sanguínea e provocar infeções graves, em particular, em recém-nascidos e em pacientes imunocomprometidos. Essas infeções são difíceis de diagnosticar e de tratar, resultando num aumento das taxas de morbilidade e mortalidade. Assim, devido à relevância clínica das infeções provocadas por S. epidermidis e devido à necessidade de encontrar novas opções de tratamento, o estudo dos fatores de virulência desta bactéria é de grande importância. Para tal, vários modelos biológicos têm vindo a ser utilizados, tendo o modelo ex vivo de sangue humano despertado especial interesse, uma vez que permite o estudo da bactéria no contexto das infeções da corrente sanguínea sem necessitar de instalações ou técnicos especializados. No entanto, apesar dessas vantagens, este modelo também apresenta limitações, especialmente no que diz respeito à disponibilidade de dadores, dificultando a sua implementação no contexto académico. Assim, o objetivo desta dissertação foi superar essa limitação propondo a substituição do sangue humano fresco por sangue comercial de outros mamíferos. Para testar esta hipótese, a sobrevivência de várias estirpes de S. epidermidis, a secreção de proteases e o nível de transcrição dos genes sepA e hld foram estudados após a interação com sangue humano fresco e sangue comercial de cavalo e de carneiro. Os resultados obtidos mostraram que embora em sangue humano se tenha verificado uma diminuição no número bactérias (entre 4 e 6×) durante o período de incubação (4 horas), em ambas as concentrações de inóculo testadas (108 e 105 CFU/mL), nos sangues comerciais de carneiro e cavalo foi observado um aumento do número de bactérias (entre 2 e 4×). Relativamente à secreção de proteases, nas duas concentrações de bactéria estudadas, a substituição de sangue humano pelos sangues de cavalo ou carneiro parece não ter causado alterações significativas. Finalmente, a expressão genética foi variável nas diferentes condições, com o gene sepA a ser transcrito ao mesmo nível nos 3 sangues, mas com a transcrição do gene hld significativamente mais elevada em sangue humano (entre 5 e 50×). De uma forma geral, os resultados obtidos indicam que dependendo dos parâmetros sob estudo, o sangue humano fresco poderá ou não ser substituído pelos sangues comerciais de cavalo ou carneiro, implicando, assim, uma análise prévia à sua substituição.
