Percorrer por data de Publicação, começado por "2017-04-26"
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- Coveiros e saúde laboral : pouco mais que uma reflexão...Publication . Santos, M.; Almeida, A.Introdução/ enquadramento/ objetivos: Os Coveiros estão sujeitos a diversos riscos/ fatores de risco; no entanto, a bibliografia associada é muito escassa. Metodologia: Trata-se de uma Revisão Bibliográfica Integrativa, iniciada através de uma pesquisa realizada em abril de 2017, nas bases de dados “CINALH plus with full text, Medline with full text, Database of Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina, Academic Search Complete e RCAAP”. Conteúdo: Coveiro é o indivíduo que abre as covas nos cemitérios e enterra os mortos. Nas funções atribuídas são ainda incluídas a retirada de corpos, inumações, transladações, exumações, serviços gerais de construção civil, limpeza, jardinagem, recolha e tratamento do lixo, prestação de informações/ portaria e manutenção geral. A irregularidade das tarefas associadas aos enterros permite intercalar com as restantes tarefas gerais. O trabalho é pesado mas repartido, o que o torna menos árduo. Para além disso, na generalidade do tempo não há pressão, sendo frequentes as pausas durante o horário de trabalho. Conclusões: Os principais fatores de risco nestes profissionais são manuseamento manual de cargas, posturas forçadas/ mantidas; queda de objetos; desconforto térmico; radiação ultravioleta; agentes biológicos; agentes químicos da limpeza; máquinas/instrumentos, ruido, vibrações e poeiras; turnos prolongados e/ou em horário pós-laboral; queda a níveis diferentes e soterramento. Quanto a medidas de proteção coletivas salientam-se o auxílio mecânico nas tarefas mais pesadas a nível de manuseamento de cargas e posturas forçadas/ mantidas, divisão da mesma carga por vários funcionários, rotatividade nas tarefas mais pesadas, intercalar tarefas com diferente patamar de dificuldade a nível de cargas; organização do serviço de forma a executar tarefas ao ar livre nas alturas do ano e do dia mais amenas, rotatividade nas tarefas e intercalar tarefas com diferentes desconfortos térmicos; organizar recursos que permitem uma correta higiene de mãos e corpo; usar agentes químicos e menos tóxicos possíveis, intercalar agentes com toxicidades diferentes, rotatividade de tarefas com agentes químicos mais prejudiciais e ter o menor número de funcionários expostos; usar máquinas modernas e em bom estado de conservação; diminuir a produção do ruido, potenciar o isolamento acústico, rotatividade para as tarefas mais ruidosas, intercalar tarefas com intensidade sonora diferente e ter o menor número de funcionários expostos; organizar os turnos de forma a evitar turnos prolongados e rotatividade das horas extra; formação para os riscos/ fatores de risco ocupacionais/ EPIs (equipamentos de proteção individual) e cumprimento rigoroso dos condicionamentos oficializados nas fichas de aptidão. A nível de EPIs poder-se-ão considerar luvas, calçado com biqueira de aço, farda, máscara, viseira e proteção auricular. Quanto a doenças profissionais fica subentendido a possibilidade de surgirem patologias herniárias, lesões músculo- esqueléticas, patologias oncológicas, eczemas alérgico ou de contato, asma e outras doenças respiratórias ou até mesmo hipoacusia/ surdez. Por fim, a nível de acidentes profissionais supõe-se que sejam mais prováveis as escoriações, contusões, fraturas e amputações.
