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- Relatório de estágio observacional em cuidados paliativos na unidade de BruyèrePublication . Lopes, José Miguel da Silva; Pereira, José LuísDurante a minha formação académica não tive qualquer formação em cuidados paliativos. Quando no início da formação como Interno de Medicina Geral e Familiar tive a oportunidade de escolher entre a realização de um estágio de Oncologia, a realizar no Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro, e um estágio de Cuidados Paliativos, a realizar no Instituto Português de Oncologia do Porto, apenas escolhi o ultimo pela possibilidade de voltar à cidade do Porto. Pensava na altura que em termos de objetivos e dinâmicas de trabalho, os estágios seriam semelhantes. Apenas quando iniciei o estágio é que me comecei a aperceber das diferenças e do que eram “os cuidados paliativos”. O estágio foi de curta duração. Três semanas “apenas” serviram para a tomada de consciência da importância dos cuidados paliativos e de alguns princípios básicos no controlo da dor. Porque “às vezes um acaso nunca vem só”, estes princípios, ainda muito pouco sedimentados, tiveram logo que ser utilizados nas semanas seguintes. Era eu interno de medicina geral e familiar, a trabalhar numa extensão de saúde, apenas com a minha orientadora de formação e uma enfermeira, e surgiu-me na consulta, na semana em que a minha orientadora estava de férias, uma doente com um sarcoma em fase avançada e com dor intensa. Esta doente queria permanecer em casa, mas estava num sofrimento atroz. Com a utilização dos princípios básicos apreendidos durante o estágio consegui realizar um bom controlo da dor dessa doente e satisfazer a sua vontade. Contudo, após o controlo da dor, veio a vontade de fazer mais. Embora a doente tenha ficado muito grata com o controlo da dor, senti que ainda havia muito a fazer, desde o controlo da dor à comunicação e a apoio psicossocial. Foi aí que senti necessidade de complementar a minha formação académica. Por questões financeiras não me inscrevi logo no mestrado de cuidados paliativos. Tentei primeiro uma pós graduação em geriatria, pensando que nela iria abordar muitos dos princípios dos cuidados paliativos. Infelizmente isso não aconteceu, pelo que finda a pós graduação em geriatria resolvi inscrever me no mestrado em Cuidados Paliativos da Universidade Católica. Nesse intervalo, e mais uma vez porque “um acaso nunca vem só” tive a oportunidade de conhecer, num Congresso de Medicina Geral e Familiar, aquele que viria a ser o meu orientador de mestrado, o Professor José Luís Pereira. Ouvi-lo falar da sua experiência no Canadá levou-me logo a iniciar contactos para uma possível realização de um estágio de Cuidados Paliativos na sua Unidade. Quando após o término do primeiro ano do mestrado, que englobou uma forte componente teórica me foi dada a possibilidade de realização de uma tese ou de um relatório de estágio, nem pensei duas vezes. A possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos, através da realização de um estágio era aliciante de mais. Foi assim que cheguei a Ottawa, no Canadá. A integração foi fácil, pela grande hospitalidade de todas as pessoas com quem contactei. Iniciei o estágio na Unidade de Cuidados Paliativos de Bruyère, local onde eram admitidos doentes com grave descontrolo sintomático. Aqui tive a oportunidade de acompanhar a Dra. Katie Marchington e a Dra. Paula Enright. Todas muito jovens, mas muito competentes e com uma enorme preocupação em atender às minhas Relatório de Estágio observacional em Cuidados Paliativos na Unidade de Bruyère 4 dúvidas. Passei depois 3 semanas na Equipa Intra-Hospitalar do Civic Hospital, com o Dr. John Scott, num hospital muito semelhante, pelo tipo de doentes e de patologias, ao Hospital de Santa Luzia, o hospital de referência para a região do Alto Minho. Aqui pude perceber a importância das competências de comunicação para a promoção da autonomia do doente e para a definição do objetivo de cuidados. No General Hospital, acompanhei o Dr. Edward Fitzggibon nas suas actividades diárias, acompanhando doentes de maior complexidade em termos de controlo sintomático, com necessidade de utilização de fármacos como por exemplo a cetamina e de técnicas anestésicas, para um satisfatório controlo da dor. Terminei o estágio com uma breve passagem pela equipa de suporte na comunidade, a PPSMCS (Palliative and Pain Symptom Management Consultation Service), acompanhando a Dra. Jill Rice e a Enf. Marysse Bouvette no seu apoio aos doentes na comunidade, através de consultoria aos seus médicos de família. Nas diversas conversas que tive com o meu orientador, o Prof. José Luís Pereira e com a Enf. Marrysse Bouvette pude perceber a importância deste trabalho em conjunto com os médicos de família, pois só desse modo será possível capacitá-los a seguir de forma autónoma, a grande maioria dos seus doentes, reservando as equipas de cuidados paliativos, para doentes de maior complexidade. Em todos os serviços em que passei tentei-me aperceber das diferentes dinâmicas e necessidades para um bom funcionamento das equipas, de modo a realizar um projecto de implementação de uma equipa de Suporte em Cuidados Paliativos na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, com uma componente de suporte hospitalar e uma componente de suporte na comunidade. Este projeto encontra-se descrito no anexo 1.
- O contributo da disciplina de EMRC para o desenvolvimento moral do adolescente : análise da unidade letiva 'Riqueza e sentido dos afetos' do 7º ano de escolaridade do programa do ensino básico de EMRCPublication . Ferreira, Mariana da Silva; Castro, Maria Guilhermina Machado Guimarães Noronha; Cunha, Jorge Teixeira da
