Percorrer por data de Publicação, começado por "2015-02-25"
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- Famílias que integram pessoas dependentes no autocuidado : estudo exploratório de base populacional no concelho do PortoPublication . Gonçalves, Paulo José Parente; Silva, Abel Paiva eProblemática – A manutenção de um familiar dependente no autocuidado no seio da família é uma realidade em transformação. As alterações demográficas desencadearam uma mudança das necessidades em saúde das famílias e dos membros envolvidos no processo de cuidados, que justificam um novo olhar. Estas mudanças constituem-se como uma oportunidade de construir e de representar conhecimento que sustente novos modelos de exercício profissional, capazes de contribuir para uma transição saudável, não só da pessoa dependente, mas, também, do cuidador familiar e da família. Objetivos – No âmbito de um projeto mais amplo, evoluiu-se para um estudo no concelho do Porto que visava a caracterizar: as famílias clássicas que integram pessoas dependentes no autocuidado; a pessoa dependente; o cuidador familiar; os recursos utilizados; e, os contextos em que o fenómeno ocorre. Material e métodos – Concebeu-se um estudo de caráter descritivo e correlacional, que se enquadra nos modelos de investigação quantitativa de base populacional. Tendo como população-alvo as famílias clássicas residentes no concelho do Porto, foi desenhado um plano de investigação que incluía duas etapas sucessivas a decorrer em simultâneo. A primeira dirigida às famílias clássicas em geral e a seguinte apenas àquelas que integravam familiares dependentes no autocuidado e/ou que tinham um parente institucionalizado. Foi constituída uma amostra aleatória estratificada com base na freguesia de residência através de um sistema de informação geográfica. A recolha de dados foi realizada porta a porta por investigadores-enfermeiros com recurso a um formulário construído pela equipa de investigação e, posteriormente, validado com base no conjunto dos dados referentes aos concelhos do Porto e de Lisboa. Resultados – Das 2314 famílias clássicas que fazem parte do estudo no concelho do Porto, 10,41% integram uma pessoa dependente no autocuidado (55% tem mais de 80 anos), sendo que, em cada três pessoas dependentes, uma é “dependente-acamado”. A prevalência destes casos obedece a uma distribuição geográfica concêntrica, com valores mais altos na zona mais antiga da cidade (13,77%) e valores mais baixos no litoral atlântico (5,89%). Os cuidadores familiares asseguram, sobretudo, os cuidados que mais se aproximam das suas práticas quotidianas, descurando os que exigem competências mais diferenciadas e maiores capacidades cognitivas. A utilização dos equipamentos necessários à realização do autocuidado fica muito aquém do que seria apropriado. Ao enfermeiro recorrem apenas pouco mais de metade das famílias que tomam o médico como principal recurso profissional. No concelho do Porto, 6,4 % das famílias clássicas têm, pelo menos, um parente próximo dependente no autocuidado que está institucionalizado. Se dispusessem das condições necessárias (nomeadamente, de apoio de profissionais da saúde), 32,4 % integrariam estes parentes na família. Conclusões – O fenómeno da dependência apresenta-se em dois quadros que caracterizam outros tantos contextos de cuidados. Um que se organiza em torno do nível elevado de dependência no autocuidado da pessoa dependente. Outro estruturado a partir da ação do cuidador familiar centrada na promoção do autocuidado da pessoa dependente. Os cuidadores familiares (9% dos quais com mais de 80 anos) assumem a relação de cuidados e envolvem-se nela, apenas apetrechados com as competências que a experiência de vida lhes forneceu, numa atitude voluntarista que, em alguns casos, se revela prejudicial para a condição de saúde do familiar dependente. Fazem o que sabem e podem, mas que é insuficiente para responder às reais necessidades em cuidados de saúde do familiar dependente. A manutenção no seio da família continua a ser a opção preferencial dos respetivos membros, constituindo a institucionalização uma solução de recurso de que as famílias se socorrem na ausência de apoios, sobretudo das equipas da saúde, mas também da própria família. Uma maior profissionalização dos cuidados à pessoa dependente, tal como ao cuidador familiar, poderia contribuir para preservar a independência possível no autocuidado, facilitando, em simultâneo, a transição saudável para o papel de cuidador.
- Gestão de eventos: o estudo de caso do Grupo Onyria Golf ResortsPublication . Gusmão, Inês Sofia Andrade; Casanova, Maria Isabel Ponte Gonçalves SalazarSer o número um na Europa e o número três do mundo pesa. Não é um título para qualquer hotel. Os cargos de direcção têm que ter uma perícia, conhecimento de causa, experiência hoteleira de longos anos para chegar ao topo. Num mundo hoteleiro atualmente tão ferozmente competitivo, com tanta oferta de escolha de locais e preços, como é se conseguiram destacar tanto? Este trabalho tem como objetivo, partindo de uma experiência profissional em contexto de estágio no Grupo Onyria Golf Resorts, na área de coordenação de grupos e eventos, tentar perceber em que consiste exatamente a gestão de eventos: o que engloba, o que é necessário para tal, o que tem exatamente de ser feito. Perceber que é difícil ser um bom coordenador de eventos, pois não basta ser chefe, há que ser líder e que criar, gerir e e coordenar um evento não é uma tarefa assim tão simples é um dos principais focos deste trabalho.
- Habilidades de conversação em adultos com esquizofreniaPublication . Dias, Carlos Manuel de Melo; Silva, Carlos Fernandes daIntrodução As pessoas com esquizofrenia sentem-se repetidamente desajustadas, precisando frequentemente de ajuda para definirem as suas habilidades, interesses e talentos. Em Enfermagem, a relação terapêutica caracteriza-se pela parceria estabelecida com o cliente, no respeito e valorização das suas capacidades, pretendendo ajuda-lo a ser proactivo na consecução do seu projeto de saúde A reabilitação psicossocial é um processo que oferece a oportunidade de vir a atingir o seu nível potencial de funcionamento pessoal e social, sendo a conversação um instrumento crítico para a comunicação com o outro. O ensino sistematizado de comportamentos considerados vitais para o sucesso nas interações sociais, com intervenções que já provaram ser efetivas, faz parte dos desafios mais prementes e críticos desta área de intervenção em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica Do ponto de vista do participante, o funcionamento pessoal e social é melhorado, pois é-lhe facultado a real perceção da sua eficácia social, bem como das respostas e escolhas pragmáticas a nível social, vocacional e de situações de vida típicas, com as quais irá ser capaz de lidar e apreciar. Finalidade Construiu-se um caminho de investigação para o desenvolvimento de práticas sistematizadas na recuperação das pessoas com doença mental grave, facilitando a passagem do ambiente controlado, previsível e seguro da clínica hospitalar para o ambiente imprevisível da comunidade, tendo como finalidade o desenvolvimento, implementação, e avaliação do impacto duma formação de generalização das habilidades de conversação. Estratégias & Métodos Num desenho quasi-experimental o grupo experimental participou no programa de formação de generalização de habilidades de conversação, avaliado em pré, pós, e follow-up, nas seguintes variáveis: distress e bem-estar, adesão à medicação, estado de ansiedade, autoeficácia geral, vulnerabilidade ao stress, grau de dificuldade nas situações sociais, frequência de convivência com situações sociais comuns, e desempenho pessoal e social. O desenvolvimento de relação de confiança entre terapeuta e doente/s foi crucial, bem como a personalização e individualização dos timings e dos assuntos a debater em cada sessão da formação. Resultados Melhorias estatisticamente significativas no lidar com a ansiedade e com o stress, na noção de autoeficácia, e no desempenho pessoal e social. Conclusões Salientam-se as ligeiras melhorias significativas, mas apenas relativas a subgrupos de participantes do grupo experimental, e apenas em alguns momentos de avaliação pós-formação e/ou follow-up. Destes resultados concluímos que existe impacto na melhoria da gestão do stress e na apreciação das suas próprias capacidades, e ainda na melhoria do funcionamento pessoal e social apreciado pelos outros (cuidadores).
